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The White Queen

13 ago

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The White Queen é uma minissérie em 10 capítulos baseada na série de livros The War of Roses de Philippa Gregory (livros estes que eu não li).

A série se passa durante a Guerra das Duas Rosas quando os York (rosa branca) e os Lancaster (rosa vermelha) se enfrentaram sucessivamente para tomar o poder da Inglaterra. O foco são as mulheres por trás dessa guerra, principalmente Elizabeth, a futura esposa do Rei Edward IV e assim, rainha da Inglaterra.

Elizabeth mora no campo e é viúva e mãe de dois filhos, quando conhece Edward (York), que estava passando pela vizinhança (claro que todo dia tem um rei num cavalo branco aqui na esquina da minha casa, mas ele não é bom o suficiente pra mim, então eu ignoro). Ela pede ajuda a ele para recuperar a herança de seu marido falecido e consegue mais que isso: também ganha o coração do rei.

Os dois se casam e isso traz vários inimigos à Elizabeth, pois Edward estava prometido a uma princesa francesa, o que melhoraria as relações da Inglaterra com aquele país. Acrescente a isso o fato de ela ser mais velha que Edward E ter o dom da Visão, eufemismo pra bruxaria, bjs. Assim, logo no primeiro episódio fica claro o que vai acontecer durante toda a série: enquanto Edward luta pelo trono nos campos de batalha, Elizabeth tem que lutar por sua reputação e seu direito de reinar no castelo.

Claro que ela não é a única mulher importante na trama. Também temos Margaret Beaufort, que está do lado dos Lancasters e sonha em ver seu filho, Henry Tudor (SIM, ELE MESMO) no trono. Também tem mais uma garota que vai fazer um estrago tremendo, mas prefiro não mencioná-la porque seria muito spoiler, visto que a princípio não se tem por que desconfiar dela.

A série conta com tudo que se pode esperar da Idade Média: guerra, intrigas, traições, bruxaria eeeeeee PENTEADOS MARAVILHOSOS. Sério, gente, eu fico boba com a mirabolância (palavra com selo Saramandaia de qualidade) dos cabelos dessas mulheres! Dá pra escrever um livro só sobre as tranças e coques que as mulheres usam! Em contrapartida, o figurino deixa a desejar por motivos de: PARECE QUE NINGUÉM TROCA DE ROUPA! Nem Elizabeth, que é rainha, parece ter mais de cinco vestidos diferentes.

Outra coisa que me incomoda é o fato de em alguns momentos, tudo parecer muito corrido. Claro, era de se esperar, ao tentar adaptar três ou quatro livros e um período de 30 anos em apenas 10 episódios. E outra coisa a se pensar é: por que todo mundo tem os dentes tão perfeitinhos?????? I mean, essa é a idade medieval, as pessoas nem passavam dos 30 anos!

Mesmo assim, a série me pegou desde o primeiro episódio e mal posso esperar pra saber o que vai acontecer no final (estou me segurando pra não pesquisar sobre a verdadeira história pra realmente me surpreender)! The White Queen está em seu nono episódio, sendo que cada um tem uma hora de duração. Ainda dá tempo de se atualizar antes de a série acabar então veeeeeeem gente!

E pra finalizar, gostaria de compartilhar essa abertura linda com vocês:

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Novo single da Birdy

27 jul

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Quando eu apresentei a Birdy a vocês (nesse post aqui ), eu disse que havia boatos de que ela iria lançar um álbum de originais. Bom, esse dia finalmente chegou!

Fire Within tem lançamento previsto para 23 de Setembro no Reino Unido. O primeiro single, Wings, foi divulgado essa semana, mas por enquanto conta apenas com o áudio.

 

A tracklist também foi divulgada e já tem até as faixas bônus da versão deluxe, eike eficiência!

  1. Wings
  2. Heart of Gold
  3. Light Me Up
  4. Words As Weapons
  5. All You Never Say
  6. Strange Birds
  7. Maybe
  8. No Angel
  9. All About You
  10. Standing In The Way Of The Light
  11. Shine

Deluxe

  1. The Same
  2. Dream
  3. Older
  4. Home

Além disso, ela divulgou um vídeo que também tem o preview de outra música do álbum, No Angel.

E aí, ansiosos para Fire Within?

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Skins – Terceira Geração

2 jul

Eu pensava seriamente em não assistir a quinta e sexta temporada já que não tinha gostado tanto da segunda geração quanto eu achava que ia gostar e porque não tinha um rosto conhecido, mas ainda bem que assisti! Skins volta a mostrar o cotidiano dos personagens de uma forma simples e sem ser exagerado. Essa terceira geração é a menos popular, o que é uma pena!

skins tercSomos apresentados primeiro a Franky, uma personagem diferente com aparência meio andrógena e que não temos certeza da sua sexualidade durante algum tempo.  No começo vemos que ela é adotada e tem dois pais gays, ela é novata na escola e bem tímida e é a protagonista dessa geração. É uma personagem bem diferente e eu gostei bastante dela no início, mas na sexta temporada eu fui ficando com raiva dela, o que eu acho que foi o que aconteceu com a maioria das pessoas. Depois conhecemos as três amigas Mini, Liv e Grace.

Mini é a típica loira, popular, bitch, que tem um namorado também popular que é jogador de rugby, Nick, e tem suas melhores amigas fiéis. No começo eu achei ela super clichê, que eu não ia gostar dela e que a personagem ia ficar meio perdida no mundo de Skins, mas me enganei. No decorrer dos episódios nós vamos entendendo aos poucos como é a Mini e a adoramos e eu adorei o final dela. Liv é a minha personagem favorita dessa geração. No começo parece que ela não vai chamar muita atenção na série, mas no seu episódio é mostrada a complexidade dela. Grace (linda!) é bailarina, sempre vê o bem das pessoas e se dá bem com todo mundo. No início parece que ela é influenciada por Mini e que não tem opinião própria, mas está longe disso.

E a grande diferença dessa geração de toda série foram os personagens Rich e Alo, que logo viram amigos de Franky. Rich é um metaleiro que se acha melhor do que todo mundo, que metal é a única música de verdade e só tem Alo como amigo. Ele é bem tímido e não tem muito contato com garotas. Diferente de Alo, que mora em uma fazenda e é viciado em pornografia e que não vê a hora de perder a virgindade.

skins terc2Admito que no início eu não me apeguei muito aos personagens, mas lá no meio da quinta temporada eu já adorava cada um e já estava triste por saber que o final já era certo na sexta temporada e que nenhum deles ia participar da sétima temporada. Acho que como eu não fui com grandes expectativas eu aceitei mais fácil essa geração.

A evolução de cada personagem é notável no início da sexta temporada e o casal formado por Grace e Rich (não é spoiler já que dá pra ver que isso acontece no segundo episódio…) é o mais bonito de toda a série! Infelizmente eu não posso falar muito da sexta temporada já que vai ser spoiler, mas o final é bem digno da série e fecha todas as histórias na sexta temporada (diferente da segunda geração). Skins é aquele tipo de série que você quer que nunca acabe, mas infelizmente acabou e pelo menos, para mim, muito bem. Recomendo a todos!

natalia

Skins – Segunda Geração

1 jul

Depois de duas temporadas incríveis a minha expectativa para essa nova fase de Skins estava altíssima. Ainda mais porque estava sendo liderada pela linda misteriosa Effy!

Essa geração é muito boa, trata de assuntos interessantes como o autismo e Síndrome de Asperger do JJ (lindo!), a descoberta de sexualidade e o relacionamento de Emily e Naomi. Mas para mim ela pecou no sentido de ser muito dramática e exagerada. O consumo excessivo de drogas dos personagens faz com que se torne menos real e mais difícil de acreditar diferente das temporadas anteriores que, mesmo com o uso de drogas, era mais crível e tem momentos dramáticos que se tornam desnecessários.

O que realmente me  fez me apaixonar pela terceira e quarta temporada de Skins foram os personagens, porque qualquer um se identifica com pelo menos um deles e eu adoro todos, menos o Freddie.

skins segA terceira temporada já começa mostrando os melhores amigos Cook (<3), Freddie e JJ conhecendo Effy. Cook para mim é a mistura de Tony e Chris da geração anterior, com o jeito do Tony de liderar o grupo e de ser egocêntrico e com o jeito de Chris de não se importar com as coisas e beber e se drogar bastante. Não me simpatizei com o Freddie desde o primeiro momento, porém o acho bastante bonito, e apesar de também usar drogas e beber, ele é bem mais controlado que Cook e é mais responsável. E então temos o JJ… Esse fofo que por causa da sua doença não faz amizades facilmente e tem dificuldade de se relacionar com as pessoas e tem o hobby de fazer mágica. É claro que o triângulo amoroso já é formado aí (não conto o JJ porque o foco não é nele, só nos outros dois). Sempre fui Team Cook e sempre vou ser!

Depois conhecemos as gêmeas Emily Fitch e Katie fucking Fitch (eu adoro a cena em que ela diz isso na quarta temporada haha). Katie é a vadia dessa geração e tenta controlar a sua irmã em tudo enquanto Emily é mais na dela e não sabe como reagir muito bem perto de Naomi, que não tem paciência quando Katie implica com ela a chamando de lésbica. Pandora, que já tinha aparecido na segunda temporada, é a única amiga de verdade da Effy e é a mais ingênua e aceita qualquer coisa que Effy diz. Thomas, que é um personagem que eu não gostava muito nos seus episódios, veio do Congo tentar a sorte em Londres e por acaso conhece Effy e Pandora.

As referências das temporadas anteriores são ótimas e fazem com que a gente mate um pouco de saudade. Como quando o Cook acha as revistas pornográficas do Sid ou quando Effy fala algo do Tony, seu irmão. O final da quarta temporada deixou algumas coisas em aberto, mas Effy e Cook foram escolhidos para participar da última temporada! O episódio da Effy que se chama Skins Fire vai ao ar hoje e eu estou morrendo de ansiedade para saber o que vai acontecer alguns anos depois.

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Apesar de não gostar muito de alguns dramas que teve nessas temporadas eu sou apaixonada pelos personagens! Acho que o meu grande problema foi que fui com grandes expectativas, mas Skins continua sendo ótima e claro que recomendo.

natalia

Skins – Primeira Geração

28 jun

Com a  temporada de despedida para estrear na segunda-feira eu resolvi falar um pouco sobre as três gerações dessa série incrível!

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Considerada por muitos, e por mim, como as melhores temporadas da série. A série deixou a sua marca na história da televisão, traz o mundo adolescente de forma nua e crua e não tem medo de mostrar cenas de drogas e sexo. Uma grande característica da série é que a maioria dos atores não tem experiência artística e são realmente jovens que aparentam ter a idade que tem na série diferente de um monte de série por aí que contrata atores de 30 anos para aparentar ter 16. Cada episódio da série é focado em um personagem e achei isso bem diferente quando comecei a ver, mas depois percebi que esse é um jeito genial de contar a história e faz a gente se apegar ainda mais aos personagens. Criada pelo pai e filho Bryan Elsley e Jamie Brittain, a série estreou em janeiro de 2007 no canal E4 da Inglaterra e narra a vida de adolescentes de classe média na cidade de Bristol.

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O primeiro episódio nos apresenta Tony, interpretado pelo ótimo Nicholas Hoult, e nos dá uma breve apresentação dos outros personagens. Tony é bonito (e muito), inteligente, confiante, manipulador, egocêntrico e é praticamente o protagonista dessa geração.

Acho que o que torna essa geração a melhor é porque ela convence que eles são amigos de verdade, diferente das outras gerações, nessa todos já se conhecem antes e quase todos são amigos antes da história começar a ser contada então é mais fácil de ser convincente, pois todos têm personalidades diferentes um do outro. Independente das besteiras que eles arrumam no final a amizade está ali.

E trata de vários assuntos considerados clichês de uma forma maravilhosa. Como o Sid que é o virgem apaixonado por Michelle, que é a namorada do seu melhor amigo Tony; Chris que é apaixonado por sua professora ou a Cassie que é anoréxica. Uma amizade um pouco improvável que chama muita atenção é entre Maxxie e Anwar. Maxxie é gay assumido, mas que não é muito aceito pelo seu melhor amigo Anwar que é muçulmano, porém só pensa em sexo e não dispensa uma festa e drogas. Jal que é a que menos chama atenção até a segunda temporada é a mais certinha do grupo, mas isso não quer dizer que ela não dispensa uma festa. E temos Effy que é a irmã do Tony, mas que é somente introduzida na história sem grande foco apesar de ter seus próprios episódios que são ótimos. Ela se torna a protagonista da próxima geração.

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Tony pode se mostrar um grande ridículo no início da primeira temporada, mas depois vai mostrando as mudanças dele e ele se torna um lindo principalmente em relação a sua amizade com o Sid. Chris sempre foi um dos meus preferidos e era o que menos se importava com as consequências e era viciado em suas pílulas. Sid e Cassie formando um casal lindo e Michelle sendo aquela personagem que faz todas as escolhas que faz a gente odiar ela. Jal sendo a mais certinha do grupo pode se mostrar sem importância no início da série, mas logo nós nos apaixonamos por ela e como não adorar os seus irmãos com aquele amigo branco que se achava negro? Hahaha. E as cenas do Maxxie dançando? Muito lindo. Anwar é o mais engraçado, não me aguento com ele! Que diferença do Dev Patel de Skins para o de Quem Quer Ser Um Milionário? !

Sem contar que as festas de Skins são maravilhosas e como eu queria estar em alguma delas! A trilha sonora da série é muito boa também. Ah e a música (que eu adoro) que é cantada no último episódio da primeira temporada é cantada mesmo pelos atores! O final da primeira temporada é chocante e a segunda temporada começa seis meses depois do acontecimento trágico e conta como aquilo afetou todo o grupo por causa disso mostra o amadurecimento que cada um teve.

A série mostra que os adolescentes são mais complexos do que aparentam. O final da segunda temporada pra mim foi com uma grande dor no coração tanto que eu fiquei de luto e demorei bastante pra começar a próxima temporada que ia ter uma nova geração e sabia que não ia mais acompanhar a história deles, mas o final foi bem digno da série.

Com o total sucesso de Skins a MTV americana tentou fazer uma adaptação, mas foi um fracasso total e agora a nova temporada vai trazer três personagens que são os preferidos pela maioria dos fãs da série. Cassie foi escolhida para mostrar o que acontece com ela alguns anos depois e acho que foi a melhor escolha entre os personagens dessa geração, mas espero que alguns outros personagens  apareçam!

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Você ainda não assistiu Skins ou ainda está em dúvida em assistir? Faça um favor a si mesmo e veja essa série que é uma melhores já feitas e uma das minhas preferidas!

natalia

The Boat That Rocked

1 jun

O cenário em que se desenrola The Boat That Rocked é o mesmo de We’ll Take Manhattan (que eu já resenhei aqui), só que focado na música, é claro: a Inglaterra dos anos 60. Um país extremamente aristocrático que renegava a música pop/rock (pensem em Beatles, Rolling Stones e afins) e priorizava a música clássica. Claro que os mais jovens não estavam felizes com isso. Para satisfazer esse público, nasceram as rádios piratas.

A Radio Rock, a primeira delas, funcionava num navio ancorado no Mar do Norte e era dirigida por Quentin. Quando Carl, seu afilhado, é expulso da escola, ele é mandado para lá pela mãe porque é claro que um antro de perdição como uma rádio pirata vai endireitar alguém. Ele é bem recepcionado por todos os disk jóqueis (da onde vem o termo Dj), principalmente por Simon, que logo se torna seu melhor amigo.

Enquanto isso, em Londres, um ministro do Parlamento decide fechar a rádio por achar que é algo imoral e uma má influência sobre os jovens. Assim, ele instrui seu subordinado a encontrar alguma brecha na lei que ajude a tornar a rádio ilegal. Com isso, ele proíbe empresas britânicas de fazerem comerciais na rádio, que pode falir sem esse dinheiro. Para que isso não aconteça, Quentin traz de volta Gavin, um famoso Dj que tinha se aposentado e conta com um imenso fã clube. Os empresários não podem perder essa oportunidade, pois a rádio ganha ainda mais popularidade com a volta de Gavin, então eles passam a pagar suas contas do exterior e continuam investindo na rádio.

Porém, nem tudo são flores. Conde, um dos principais Djs da rádio, se sente ameaçado pelo comeback de Gavin e eles começam uma rixa. Nesse meio tempo, descobrimos que Carl é bv (TOM STURRIDGE BV???? I DON’T SEE THAT HAPPENING) e os outros Djs tentam ajudá-lo a mudar isso. Acontece que periodicamente, um barco leva garotas tietes ao barco da rádio para que os Djs não se sintam tão sozinhos. E é claro que eles tentam arranjar umazinha pro Carl quando isso acontece, mas não dá certo. Eventualmente, ele é apresentado a Marianne, sobrinha de Quentin, por quem ele se apaixona de imediato.

Com o passar do tempo, a rádio se torna mais e mais popular com diferentes faixas estárias e classes sociais. Além das músicas, a vida dos Djs também se torna uma atração, visto que eles narram tudo em seus programas. É claro que esse sucesso só faz enfurecer mais ainda o ministro, que não desiste de acabar com a rádio, contando com várias tentativas frustradas. Isso culmina num final eletrizante e que me matou do coração todas as vezes que eu assisti o filme. Contar mais que isso já seria spoiler, então vamos aos detalhes técnicos!

Todos os Djs são peculiares, começando por Simon, que é a pessoa mais fofa do mundo, passando por Conde, que basicamente respira música, até Gavin, que é um garanhão e é capaz de levar centenas de garotas a loucura só com o som do abrir de seu zíper. E como se isso não bastasse… TOM STURRIDGE. Gente, esse cara é um pe-ca-do. E o personagem dele, Carl, é todo inexperiente e tal. Ou seja: fofura máxima.

E o figurino do filme tá impecável! Claro que a maior parte do elenco é masculina, mas mesmo assim fica claro o perfume 60s: muito terninho e jaqueta e até cabelo tigelinha! E quando as meninas vão visitar o barco é uma festa de tubinhos, minissaias, botas brancas, cabelos de colmeia e afins. Tudo muito caprichado e bem pensado, gostei de ver!

E pesquisando sobre o filme descobri queeeeeee tchanranran  FOI INSPIRADO NUMA HISTÓRIA REAL! Na vida real, a rádio se chamava Radio Caroline e alguns dos personagens do filme foram inspirados em pessoas que realmente existiram e faziam parte da rádio. E pasme: ela ainda existe!!! Aqui vocês podem ler uma entrevista de um dos membros da rádio na década de 60 onde ele fala sobre o cotidiano do navio e sobre a época em que tudo aconteceu (vale a pena ler!).

The Boat That Rocked é um dos meus filmes favoritos. Tudo é impecável: a história, os personagens, o figurino, a trilha sonora etc etc. E quem quiser ver pode achá-lo tanto com esse nome quanto como Pirate Radio. Boa sorte!

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Vicious

20 maio

“É muito grosseiro incomodar pessoas atraentes” Freddie

Você ainda não começou a ver Vicious? Eu não sei o que você está esperando!

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Os consagrados atores Ian McKellen (eterno Magneto) e Derek Jacobi (The Borgias) são os protagonistas dessa sitcom inglesa. Juntos há cinquenta anos, Freddie (McKellen) e Stuart (Jacobi) são um casal de aposentados que passam o dia implicando um com o outro e com o cachorro Balthazar de vinte anos que de vez em quando eles têm que despertar pra ver se ainda está vivo. Quando se conheceram, Freddie era um ator iniciante e Stuart um barman, mesmo depois de tanto tempo a mãe de Stuart não sabe dos dois e Freddie não se conforma com isso e sempre solta uma alfinetada.

Mas a rotina deles muda quando o jovem atraente Ash (Iwan Rheon, de Misfits e Game of Thrones), um novo vizinho, se muda para o apartamento de cima, despertando a curiosidade dos dois. Recebendo sempre a visita da melhor amiga deles, Violet (Frances de La Tour, de Harry Potter), que é a única que consegue aplacar as brigas entre dois. Com algumas visitas de Penelope (Marcia Warren) que é um pouco desligada  e que solta as melhores frases!

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Criação de Gary Janetti de Will & Grace, já tem encomendado seis episódios para a primeira temporada e um especial de natal. A música de abertura da série é um review dos anos 80, “Never Can Say Goodbye” de Jimmy Somerville e eu adorei essa música na abertura!

Com a escolha dos seus protagonistas que são atores britânicos consagrados e que não escondem que são homossexuais assumidos e com o humor sarcástico britânico que a gente adora, essa série é para fazer qualquer um rir e que você tem que assistir!

natalia

Jake Bugg

1 abr

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Jake Bugg é o novo garoto-problema da cena musical britânica. Aos 18 anos e ainda estreante, já deu declarações polêmicas sobre o X Factor, quando disse que quem participa do programa só está cantando a música, sem senti-la e também alfinetou cantores de um sucesso só. É preciso muita coragem pra fazer esse tipo de coisa, principalmente quando se está começando.

Eu classifico o som de Jake como indie, mas acho que essas classificações são só rótulos e cada um coloca o seu. O fato é: as influências de Jake são dessa linha, com Oasis e Bob Dylan, por exemplo. Aliás, Noel Gallagher, o ex-vocalista do Oasis, é padrinho (no sentido musical) de Jake, o que é compreensível, visto que ele sempre foi rebelde também. Eu até acho que eles são parecidos fisicamente também.

A voz de Jake me lembra muito a de Dylan e o estilo voz e violão só contribui pra isso. Admito que não é algo pra todos os ouvidos, masss quem estiver disposto a escutar, taí algo diferente do que temos visto (na verdade, ouvido né, haha) ultimamente. E ELE TEM SOTAQUE BRITÂNICO, MINHA GENTE!!! TÃO ESPERANDO O QUE???

 

Seu primeiro álbum leva o seu nome e conta com 14 faixas. O primeiro single é Two Fingers (e é uma das minhas preferidas). A letra faz bem o tipo sexo, drogas e rock’n roll a lá Skins, falando sobre a adolescência. E pra quem não sabe, os dois dedos que dão o nome a música equivalem ao nosso dedo do meio. Jake é inglês e na Inglaterra é assim (sem comentários sobre quando me deram dois dedos quando fiz intercâmbio lá).  Acho que por essa informação dá pra sentir o nível das músicas dele, hahaha.

Mas pra mim, as músicas lentas ainda são as melhores. Dentre elas, a que eu mais gosto é Broken. Eu simplesmente MORRO com a voz dele nessa música, soa tão melancólica e nostálgica! Slide também é lenta, mas tem uma certa bossa, uma certa descontração. No final das contas, todas as músicas valem a pena.

 

Jake Bugg é sincero, não tem papas na língua e, acima de tudo, tem talento. Vai longe.

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We’ll Take Manhattan

20 mar

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“In 1962 no one had heard of The Beatles. No one expected to be famous who was not born rich or titled. And there was no such thing as youth culture.” 

É com essas palavras que começa We’ll Take Manhattan. O filme se passa na Londres do começo da década de 1960, onde o jovem fotógrafo David Bailey decide deixar o estúdio de John French, no qual era assistente, para começar a tirar suas próprias fotos e fazer as coisas do seu jeito. Ele passou a trabalhar no John Cole’s Studio Five, onde começou a definir seu estilo.

Algum tempo depois, Bailey é contatado por um editor da Vogue que quer contratá-lo. A princípio, ele não aceita (E AINDA DIZ QUE NINGUÉM LÊ VOGUE!!!!! GENTE, PFVR, MORRI OU MORRI?), alegando que o cachê é muito baixo. Ao desligar o telefone, Jean Shrimpton aparece e Bailey troca algumas palavras com ela. Mal sabia ele que ela se tornaria sua musa. Mais um telefonema, um aumento no cachê e Bailey era da Vogue.

Bailey se lembrou de Jean e trabalhou com ela em um editorial de noivas. Eventualmente, eles viraram amantes. Sim, amantes, pois Bailey era casado. Depois de levá-lo para passar a noite no celeiro de sua casa (aka fazenda), Jean é expulsa de casa pelo pai e vai morar com Bailey. Logo depois, ele é convidado para participar de um novo projeto da Vogue.

Young Idea Goes West era sobre os jovens. A revista percebeu que o público jovem queria algo diferente, que tivesse a sua cara e, portanto, precisava de um fotógrafo jovem para fazer algo a altura. As fotos seriam feitas em Nova York com a supervisão de Lady Clare Rendlesham, a editora de moda. Bailey disse que toparia se Jean fosse a modelo. Houve protestos por parte da staff da Vogue que achava que Jean não condizia com a imagem da revista e não era adequada para modelar. Mas Bailey bateu o pé e conseguiu convencê-los. Próxima parada: NEW YORK, NEW YOOOOOOOORK.

Na cidade que nunca dorme, Bailey e Lady Clare bateram de frente. Ele queria tirar fotos inovadoras e ela queria fotos conservadoras. Ele estava cansado da fotografia de moda época: modelos em poses rígidas e impossíveis, sempre com o nariz em pé e em cenários bonitos e impecáveis. Enfim, fotos pouco realistas que só representavam o mundo da moda do jeito que era: extremamente esnobe e aristocrático.

Bailey queria mais. Fotos que mostrassem a realidade: cenários cotidianos, como a rua, mesmo que transeuntes estivessem passando no momento da foto; modelos à vontade, em poses pouco calculadas, modelos que não precisavam ser filhas de alguém importante pra fazer sucesso; enquadramento não tão certinho etc. Até o seu equipamento era diferente: uma câmera de turista, como bem disse Lady Clare, ao invés de uma câmera profissional. Bailey queria mudança. Bailey queria quebrar a tradição. E ele conseguiu.

Aquele editorial, pelo qual Lady Clare se descabelou achando que era errado, vulgar e até mesmo feio, se tornou um marco e mudou a fotografia de moda e o comportamento dos jovens para sempre. Nas fotos, Jean usava alta costura nas ruas, como que para provar a democratização da moda. A partir de então, as fotos ficaram menos controladas e mais espontâneas. A moda se livrou das amarras da aristocracia, deixando de ser para os poucos bem nascidos e passando a fazer parte da vida de todos os que quisessem fazer parte dela, independente de classe social. É engraçado pensar que sim, a moda ainda é pouco democrática nos dias de hoje. Mas quando se vê como era antes e se compara com a atualidade, a diferença é gritante.

Aneurin Barnard, que interpretou Bailey, fez um ótimo trabalho como o fotógrafo de sotaque cockney (um sotaque inglês taxado das classes mais pobres de Londres) que revolucionou toda uma indústria com seu jeito atrevido e agressivo antes de existir a contracultura e antes do jovem ser valorizado e ouvido. Ele convenceu tanto que você simplesmente acha que ele é daquele jeito na vida real (e talvez seja, who knows). Ele tinha 24 anos quando fez o filme (mesma idade de Bailey em 1962) e tem a mesma altura de Bailey. E até o filho mais novo do fotógrafo teve que admitir que Aneurin ficou idêntico a seu pai nos áureos tempos. E vamos apenas relevar que o nome dele parece aneurisma e focar no que importa: o cara é gato.

Eu comecei a assistir o filme só porque era sobre moda, sem saber nada a respeito. E aí BOOM! Karen Gillan happened. Jean foi interpretada por ela (sim, a Amy Pond de Doctor Who). Ela teve que usar uma peruca simplesmente pavorosa. Não que fosse feia, mas era meio dura e era perceptível que não era cabelo de verdade. Karen também não é muito parecida com a Jean de verdade, mas who cares quando se é linda e ruiva? O que deve se ter em mente é que ela interpretou uma das pessoas mais icônicas de um dos períodos mais icônicos de todos os tempos, os anos 60. A pressão de viver a primeira supermodelo ever (e você aí achando que a primeira tinha sido a Twiggy) deve ter sido enorme e acho que ela deu o seu melhor dentro das circunstâncias. E o mais importante: ela ficou bem nas fotos.

O mais interessante desse filme é conhecer as mudanças, o quanto teve que ser batalhado pra chegarmos onde estamos hoje. De uma fotografia totalmente ensaiada e polida pra outra espontânea e livre. Sim, ainda temos que caminhar muito pra uma moda mais acessível, mas é bom saber que se pelo menos uma pessoa quiser mudar, tudo é possível. Então, se você gosta de moda, fotografia e rebeldia (ou se você só quer ver o Aneurin de tight jeans e leather jacket), We’ll Take Manhattan é o filme perfeito!

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Birdy

17 mar

Acho que a essa altura todo mundo já conhece a Birdy. Os fãs de Jogos Vorazes devem conhecê-la da trilha sonora do filme, da qual ela faz parte com a música Just a Game. Mas caso você ainda  não tenha ouvido falar dela, aqui vai o que  precisa saber.

Jasmine van den Bogaerde, mais conhecida como Birdy, nasceu em 15 de Maio de 1996, portanto, ainda tem 16 aninhos. Tá na flor da idade. O apelido foi dado pelos pais quando ainda era bebê porquê ela abria a boca igual a um passarinho quando era alimentada. Enfim, né…

Ela aprendeu a tocar piano aos sete anos e começou a compor músicas aos oito (enquanto nós, reles mortais, brincávamos de boneca e essas coisas). Aos doze anos, ganhou o concurso Open Mic UK tanto na categoria abaixo de dezoito anos quanto o prêmio geral. Pra isso, sambou na cara de 10,000 competidores. Por aí já dá pra perceber o talento da menina.

 

Em 2011, aos catorze anos, Birdy lançou seu primeiro single, um cover da música Skinny Love, de Bon Iver. Apenas assistam ao clipe e vejam o que essa menina já fazia aos catorze anos. No mesmo ano, ela lançou o álbum, intitulado Birdy, onde a maioria das músicas são covers com arranjos musicais diferentes.

Sim, são covers, mas se não fossem tão bons, não mereceriam ser lançados num álbum, certo? A questão é que a querida Birdy canta muitíssimo bem (felizmente, por que imagina desperdiçar uma voz dessas????), mas vai além. Ela tem uma interpretação única das músicas, bem diferente das interpretações originais. Tudo isso com um sotaque britânico lindo, que eu amo, tu amas, todos amam etc. Ela escolheu o que queria cantar, por isso, pressuponho que ela tem toda uma história com cada música. Aliado a isso, está o piano que ela toca em quase todas (ou todas?) e dá um toque especial às versões.

A única música original é Without a Word, que foi escrita por ela. Pra mim, essa não fica atrás das outras tanto no quesito letra quanto instrumental. Eu, por exemplo, sempre canto “teeeeeeeeell me that you don’t careeeeeeee” a plenos pulmões. Eu simplesmente não consigo escolher minha música preferida, porque todas são lindas e cada uma tem alguma coisinha que me faz amá-la de um jeito especial. Mas Skinny Love foi a primeira que conheci, então sempre vai ter uma portinha no meu coração.

 

Os clipes também são ótimos. Ela tem clipes melhores do que os de muita gente grande por aí. Lindos, melancólicos e com ótima fotografia e edição. Eu acho que os de Skinny Love e Shelter são meio parecidos, até. Tem essa vibe de casa abandonada, floresta inóspita e tal. Acho que os produtores pensaram que em time que tá ganhando não se mexe. E convenhamos, deu certo. Eles podem até ser semelhantes, but it’s ok porque ambos são ótimos.

Diz a lenda que ela vai lançar um álbum com músicas originais, mas eu ouvi isso em 2011 e já estamos em 2013 e até hoje nada foi feito. E enquanto isso, só observo.

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