Arquivo | Livros RSS feed for this section

Belo Desastre

23 jun

belo desastre

 

 

“Não era apenas eu nem apenas ele – era o que nós dois formávamos juntos.”

 

Ah Travis, finalmente te conheci…

Estava com tanta curiosidade de ler esse livro de tanto que ele foi falado que quando eu comprei o Kindle ele foi logo o primeiro livro que li. E finalmente li um livro new adult, que é um novo gênero literário e é a tendência literária do momento. E deixo o aviso que você não vai conseguir parar de ler até acabar o livro!

Abby Abernathy se muda com sua melhor amiga America para poder fugir do passado e quer se passar despercebida, mas não consegue por muito tempo graças a Travis Maddox. Travis é desses de fazer qualquer uma suspirar. Atraente, musculoso, tatuado, seduz as meninas para poder dispensar no dia seguinte e ainda luta nas horas vagas, um verdadeiro bad boy!

Acostumado com a atenção da mulherada e ela já sabendo da fama dele, ele fica surpreso quando Abby não cai no seu charme e eles acabam virando amigos, mas a tensão sexual entre os dois é tão grande que era impossível eles serem apenas amigos. Então eles fazem um aposta  em que muda tudo entre eles, se Travis perder ele tem que ficar um mês sem sexo, mas se ganhar ela tem que morar um mês no apartamento que ele divide com Shepley, seu primo e melhor amigo que é namorado de America.

Tenho que dar destaque para os personagens secundários que são ótimos como o Finch, melhor amigo de Abby e America e os quatro irmãos de Travis que é um mais engraçado que o outro! Eu entendo o Travis ser só um pouco possessivo e ciumento e a Abby não confiar que o relacionamento deles vai dar certo porque o passado influencia bastante na personalidade deles. Apesar de que Abby ser tão cabeça dura que eu queria sacudir ela e abraçar o Travis, mesmo eu sendo orgulhosa que nem ela.

Admito que fiquei surpresa com o segredo do passado da Abby, não esperava por aquilo! Acontece tanta coisa no livro e a leitura flui tão rápido que parece que o livro é minúsculo e quando acabei eu já queria ler de novo pra ter um pouco mais de Travis na minha vida!

A continuação do livro vai se chamar Desastre Eminente e vai ser a mesma história de Belo Desastre só que com o ponto de vista de Travis, preciso nem comentar com quanto eu estou ansiosa por esse livro né? Vai ter ‘continuações’ da história só que contando a história dos quatro irmãos de Travis. A Warner Bros comprou os direitos de adaptação do livro e eu estou mais do que ansiosa para ver isso! E o meu Travis é o Cam Gigandet:

cam

 

cam

só para embelezar o post

 

natalia

Anúncios

Hush Hush

21 jun

hush-hush

A Natália me deu os três primeiros livros da série Hush Hush no meu aniversário do ano passado. Ela já tinha lido e me disse que eram muito bons, mas não levei muita fé (assim como muita gente no Skoob, como pude perceber pelas resenhas postadas lá), por isso, só comecei a ler esse ano. E, nossa, o que encontrei me surpreendeu muito!

O primeiro livro da série é Sussurro e conta a história de Nora Grey, uma estudante certinha do ensino médio que teve seu pai assassinado recentemente. Ela nunca se interessou por nenhum menino em especial, ao contrário de sua melhor amiga Vee, que é muito atira pra todos os lados extrovertida.

Até que, na aula de Biologia, ela é forçada a ter como parceiro Patch Cipriano, aluno novo na escola e de quem nada se sabe. Ele é lindo, convencido, debochado e misterioso e Nora percebe que é perigoso. Ela tem medo de Patch, mas mesmo assim se vê envolvida por ele e tenta lutar contra esse sentimento (aceita que dói menos, amor).

Nesse meio tempo, ela também conhece Elliot, garoto transferido para a sua escola, vindo de uma escola particular. Elliot também é lindo e parece estar interessado nela. Seu melhor é Jules, por quem Vee se interessa, mas ele continua estudando na escola em que Elliot estudava.

Porém, coisas estranhas começam a acontecer a Nora e a outras pessoas a sua volta. Ela se vê perseguida por uma pessoa desconhecida e tenta descobrir quem é, tentando se convencer de que Patch não tem nada a ver com isso. No meio disso tudo, também há a história de Patch, que é envolta em sombras e mistério e Nora tenta encontrar as resposta (e só acaba encontrando mais problemas).

O livro é ótimo, cheio de suspense (muito bem construído, diga-se de passagem). E quando Nora começa a ser perseguida, muitos candidatos surgem e eu me peguei especulando quem seria. Quando essa pessoa finalmente foi revelada, fiquei de cara no chão, porque era TÃO ÓBVIO e mesmo assim, foi a única pessoa em quem eu não pensei. Por conta disso, o final é eletrizante e inesperado. Só senti que faltou um cliffhanger, sabe? Me pareceu que a autora resolveu todas as questões e mistérios e não deixou nada pro próximo livro.

Os personagens são um show a parte, principalmente Patch. A Natália é louca por ele, mas eu nunca dei muita bola a isso porque, venhamos e convenhamos, ela prefere o David (A Garota Americana) ao Tommy Sullivan (Pegando Fogo). MAS GENTE!!!!! Patch realmente é irresistível. Daqueles bad boys sedutores que exala sensualidade.

Vee, a melhor amiga de Nora, é muito divertida e pode render algumas boas risadas. Mas eu achei Nora meio sei lá… A meu ver, ela não tem nenhuma característica marcante, é apenas mais uma menina boazinha que não tem nenhuma relevância social na escola ou na cidade. Não que ela seja chata or something, mas só acho que não é muito interessante.

A série Hush Hush tem ainda mais três livros (e eu já estou lendo o segundo) e os direitos de adaptação para o cinema foram comprados pelo estúdio LD Entertainment e o roteiro, que já foi começado, está sendo escrito por Patrick Sean Smith. As filmagens estão previstas pra começar no segundo semestre de 2013 (tá chegando!) e os atores ainda não foram divulgados.

Detalhe: as capas dos livros são lindas! As minhas preferidas são a primeira e a última. E as de vocês?

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

Tendência Literária: Contos de fadas

11 jun

O Tendência Literária vai ser uma coluna postada tanto mim quanto pela Natália falando sobre o que está sendo mais usado no mundo literário. Sobrenatural, distopia, new adult etc. Como não é toda semana que surge uma nova tendência, essa coluna não vai ser tão periódica quanto a Pinky Wednesday. Então pode ser que role duas vezes por mês, mais ou menos, dependendo do que estiver em voga.

E pra inaugurar a coluna, escolhi um tema que tem sido MUITO usado ultimamente: os contos de fadas. Seja no mundo literário ou no cinema, essas histórias nunca foram tão atuais. Muitos deles transformam os contos (que são pequenas histórias) em livros inteiros e até mesmo séries. O interessante é que não só os contos mais conhecidos estão sendo reaproveitados, como vocês vão ver abaixo.

Por isso, separei alguns livros lançados recentemente (ou que ainda vão ser lançados) pra deixar todo mundo por dentro!

 

A_PRINCESA_DO_BAILE_DA_MEIANOITE_1360269014P

A Princesa do Baile da Meia-Noite

Série Princesa 1, baseado em As 12 Princesas

Rosa é uma das doze princesas forçadas a dançar noite após noite no reino de baixo. Elas foram vítimas de um feitiço que nenhum príncipe, até mesmo dos reinos mais distantes, consegue desvendar. A chave para quebrar o encanto, porém, está na força de um cavaleiro destemido e – claro – no amor verdadeiro. Mas será que ele conseguirá driblar todas as dificuldades que aparecerão em sua jornada para ajudar essa bela princesa e suas irmãs? Uma fantasia repleta de romance que encontrará lugar entre os fãs de contos de fadas, grandes heroínas e jovens heróis fortes, astutos e sensíveis.

 

CINDER_1368061312P

Cinder

Série Crônicas Lunares, baseado em Cinderela

Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica. Primeiro volume da série As Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.

 

O_LIVRO_DAS_PRINCESAS_1364933696P

O Livro das Princesas

Contos baseados em Cinderela, Rapunzel, A Bela Adormecida e A Bela e a Fera

“Da mesa da Princesa Mia Thermopolis: Olá, amigos, fãs e companheiros admiradores de princesas (ou eu deveria dizer simpatizantes de princesas?)! Eu mal pude acreditar quando alguém do Brasil permitiu que EU desse uma olhadinha neste livro. Mas acho que faz sentido, já que, além de ser uma princesa, também tenho verdadeira paixão por histórias românticas! Acreditem no que eu digo, este livro tem essas duas coisas de sobra! Mas são releituras contemporâneas, com reviravoltas que farão você dizer owwwwnnnnnn… Uma Cinderela DJ? Rapunzel popstar? Bela é uma supermodelo? E unicórnios em A Bela Adormecida?! Sim, por favor! Mais, mais. POR FAVOR. Não se preocupem, tem mais. Muito mais. Eu amei, e vocês também vão! (Sim, você também vai amar, Tina Hakim Baba. Pode pegar meu exemplar emprestado quando eu terminar de ler. Não, melhor: compre o seu. Assim você vai poder ler de novo e de novo, como eu pretendo fazer.)

Sinceramente, Sua Alteza Real, Princesa Mia Thermopolis”

 –

Quero ler todos, e vocês?

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

O Futuro de Nós Dois

4 jun

Imagens_Ebooks_DLD_9788501403346

 

“Nos últimos cinco dias, tenho tentado entender por que isso acontece comigo e como posso mudar as coisas para que não aconteça de novo. Mas estou começando a me perguntar se isso realmente não tem a ver com o futuro. Talvez tenha tudo a ver com o que acontece agora.”

Vocês não sabem a ansiedade que eu estava para ler esse livro! Primeiro porque é um livro do Jay Asher, autor de Os 13 Porquês (que é um livro que eu amo) e segundo porque a sinopse prometia uma história interessante. E não me decepcionei. Quanto tempo que eu não lia um romance entre melhores amigos… Eu e Mariana adoramos esse tipo de romance!

O livro de Jay Asher e Carolyn Mackeler conta a história dos amigos Emma e Josh e se passa em 1996. Época em que não era toda casa que tinha um computador, a internet era discada e não era todo mundo que tinha um celular. Emma ganha um computador de seu pai, um presente porque sua nova mulher ganhou um bebê, e Josh entrega-lhe um CD-ROM da AOL com acesso gratuito a internet, mas a amizade de Josh e Emma não é mais a mesma devido a um incidente que aconteceu há seis meses depois deles terem ido assistir Toy Story.

Depois de ter se conectado a internet, Emma faz a sua conta de email e vai enviar seu primeiro email para sua melhor amiga, mas ela é direcionada a uma nova página que é o Facebook! Confusa com todas as imagens e palavras nessa nova página ela não entende nada até que vê uma foto logo embaixo da faixa azul e acha a mulher da foto conhecida demais. Quando clica em cima da foto, aparece uma nova página cheia de dados que por acaso são iguais aos dela, como o colégio em que estudou e a sua data de nascimento. Assustada, ela resolve ir tirar satisfações com Josh achando que era uma brincadeira dele, mas ele também não consegue entender e acha que alguém está brincando com eles fazendo com que acreditem que é o futuro deles.

Mas depois de um tempo eles conseguem acreditar que é o futuro deles que está sendo exposto ali.  Através das coisas que lê, Emma consegue perceber que o seu eu do futuro não está feliz, então ela tenta fazer alguma coisa sobre isso. Josh vê qual é o seu futuro no Facebook e não poderia gostar mais, afinal ele está casado com Sydney Mills, a garota mais bonita do colégio. Quando percebe que alguma atitude no presente pode fazer mudanças no futuro, Emma logo tenta tomar alguma atitude para que não seja infeliz no futuro, mas Josh tem medo que possa afetar também o seu futuro perfeito.

O livro levanta umas questões muito boas. Para mim faz uma leve crítica sobre o quanto nós divulgamos nossa vida nas redes sociais e com o quanto nós ficamos dependentes disso. Emma fica viciada em ver o que está acontecendo no seu futuro e se alguma coisa foi alterada no pouco tempo em que não estava conectada.

Fiquei imaginando se isso acontecesse comigo, se eu tivesse acesso ao meu futuro e visse coisas que iriam acontecer comigo e com meus amigos se eu ia querer alterar ou não, como Emma fica em dúvida em fazer quando descobre o futuro da sua melhor amiga. O livro também faz a gente pensar que o nosso destino não está traçado e sim que o nosso futuro depende das nossas atitudes do presente.

A leitura é super ágil alternando o ponto de vista entre Josh e Emma e como os capítulos são pequenos você nem sente que está acabando. Faz algumas referências aos anos 90, principalmente na música. Quando eu acabei o livro eu já quis começar a reler. Eu adorei o livro, achei a história boa e os personagens ótimos. Os direitos de adaptação foram comprados pela Warner Bros e estou torcendo que não demore muito para ter mais informações. Recomendo muito o livro, mas se você está esperando algo como o outro livro do Jay Asher saiba que você vai encontrar algo super diferente!

Confira o book trailer do livro:

natalia

O Pássaro

26 maio

Na Europa do século XVIII as esposas deviam ser contidas e submissas e as filhas comportadas e obedientes. Os ricos viviam em castelos pomposos, vestindo e comendo do bom e do melhor. Enquanto seus servos usavam trapos e trabalhavam até cair para conseguir migalhas de seus senhores. É nesse cenário que se desenvolve a história de O Pássaro, de Samanta Holtz.

Caroline Mondevideu é como um pássaro preso numa gaiola de ouro. Um belo canário que tem a melhor alpiste e toda a água fresca que quiser a sua disposição, embora tudo o que realmente quer é se ver livre de sua prisão. Filha do Barão Enézio de Mondevidéu, ela mora em um lindo castelo com o pai, a irmã mais velha e a mãe. Tem os melhores vestidos e mais criados do que realmente precisa e mesmo assim não é feliz.

Quando ainda era uma criança espevitada, ela se aventurou pela propriedade do pai e encontrou o filho de um empregado, que a tratou mal e a fez ver como existia desigualdade naquela sociedade. Ao confrontar o pai com as novas descobertas, ela acaba levando uma surra que a marca por toda a vida e faz perceber o quanto o pai pode ser cruel e autoritário.

Com o tempo, a criança alegre e extrovertida, dá lugar a uma bela adolescente de 17 anos, extremamente determinada, chegando até a ser petulante. Com o passar dos anos, Caroline se familiarizou ainda mais com as diferenças entre as classes sociais e passou a discordar de tudo naquele mundo em que vivia. Ela era contra as regras impostas pela sociedade que ditavam que as mulheres deveriam acatar a tudo que os homens lhes mandavam e que os ricos não poderiam se relacionar com os pobres, mesmo que apenas com cordialidade. Mas o principal era que Caroline queria ser dona do próprio destino. Assim, a cada vez mais, ela quer se ver livre de tudo aquilo.

Eventualmente, ela reencontra aquele empregado, que agora já é adulto. Ele continua com o mesmo jeito insolente (segundo Caroline), mas aos poucos, os dois percebem que podem precisar da ajuda um do outro para alcançar um sonho em comum: alçar voo.

Uma coisa que eu adorei foi a escolha dos nomes. Como eu disse, os protagonistas são Bernardo e Caroline. E aí tem o Filip, que eu associo ao Príncipe Filipe da Bela Adormecida (embora a autora tenha me dito que ela não pensou nisso), pois eles são, basicamente a mesma pessoa, hahaha. Elizabeth, a irmã de Caroline, foi escolhido por ser um nome comum na França, onde a história se passa. Dinamene é a principal criada do castelo e seu nome veio de um poema de Camões, segundo a Samanta. Esse foi o que eu mais gostei! Nunca tinha ouvido falar, mas acho que encaixou tão bem na personagem que parece que foi inventado especialmente pra ela!

Confesso que no começo, o livro não me empolgou tanto. Caroline é uma protagonista envolvente que te conduz por seu mundo. Ela é diferente das meninas de sua época e por isso é reprimida por seu pai, o Barão Enézio Mondevideu. Já li alguns romances históricos e em todos eles as personagens eram diferentes das demais ou queriam se ver livres de sua situação financeira (e Caroline é as duas coisas). Isso me leva a pensar se antigamente era tendência ser rebelde, hahaha. Mas mesmo sendo mais do mesmo, a luta e Caroline é compreensível. Afinal de contas, nada mais justo do que escolher com quem você quer casar.

E por falar em casamento… Esse é um ponto central do livro. O pai de Caroline e eu quer que ela case com Filip, seu melhor amigo desde a infância. Filip é um sonho! Lindo, carinhoso, rico e, principalmente, compreensivo. Ele admira o jeito de Caroline e a ama desde que eram crianças, então é claro que ele quer casar com ela. Mas ela acha que casar significa ficar presa, mesmo que com Filip. E como eu fiquei com pena dele! Apesar de não aparecer tanto quanto eu gostaria, ele foi um dos meus personagens favoritos.

Enquanto Filip me conquistou desde sua primeira aparição, Bernardo não conseguiu meu apreço de imediato. Ele é arrogante, convencido, rude e trata Caroline mal só pelo fato de ser rica. E mesmo assim, ela insiste nele e eles seguem numa jornada de muitas descobertas. Acho que não é spoiler dizer que existe um romance entre eles. Na verdade, é até bem óbvio. Tudo começa de forma lenta e eu fui me envolvendo com a história desses dois, que se deu de forma gradual. Você acompanha como eles se apaixonam, desapaixonam e voltam a se apaixonar de novo e torce pelo amor deles. Então para não estragar as surpresas de quem não leu, vou dar o meu parecer de forma sucinta, ou seja: AI MEU DEUS!!!!!!

Até aí, o livro estava indo bem, mas nada que me deixasse apaixonada. E aí o livro foi acabando e BOOM! Foram tantas surpresas e reviravoltas que eu não sabia mais o que esperar. Teve momentos que eu cheguei a rolar na cama de tão besta que fiquei com o que aconteceu.  E o final, aaaaah, o final! Terminei a leitura sem saber se ria ou chorava, porque foi tudo tão lindo e poético! Tudo que me incomodou no decorrer do livro foi fichinha perto do final, que compensou tudo. Então quando virei a última página, eu já queria voltar a primeira e ler tudo de novo, pois sabendo o que acontece, eu posso dar mais valor aos pequenos detalhes. Por fim, O Pássaro conseguiu me ganhar e é um livro que eu recomendo!

A capa, como vocês podem perceber pela foto acima, é LIN-DA. Fico feliz de ter um livro tão bonito na minha estante. As páginas não são amarelas e nem exatamente brancas, o que facilita a leitura (visto que página branca reflete a luz etc etc). Encontrei poucos erros de revisão que podem ser facilmente corrigidos numa próxima edição. O livro tá quase impecável, leiam!

E pra encerrar essa resenha, queria fazer uma menção honrosa a Samanta Holtz, uma jovem escritora brasileira que, assim como Caroline e Bernardo, foi atrás de seu sonho. Ela é super receptiva e acessível. Prova disso é que eu conversei com ela pelo Skoob e ela foi muito atenciosa comigo. O próximo livro dela, Quero Ser Beth Levitt, deve ser lançado em breve e eu, com certeza, vou ler. Beijos, Sam!

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

Fiquei Com o Seu Número

16 maio

Capa Fiquei Com O Seu Número V5 RB.ai

“Nunca compartilhei uma caixa de entrada com ninguém na vida. Eu não esperava que a sensação fosse tão… íntima. É como se de repente compartilhássemos a gaveta de roupas íntimas ou algo parecido.”

Queria me desculpar por não postar o Pinky Wednesday de ontem, mas eu fiquei o dia todo fora de casa e não tive tempo para colocar no blog, mas semana que vem eu posto! Depois desse Especial Gatsby (que me fez ficar com mais vontade de ver o filme e mais arrependida de não ter lido o livro ainda) eu vim falar sobre um livro que eu amei!

Eu adoro livros com emails e cheios de SMS no meio da leitura, então quando me indicaram esse livro eu comprei logo que foi lançado no Brasil, que foi no ano passado, mas só li agora e que arrependimento de não ter lido antes! É simplesmente um dos melhores chick-lits que já li na vida, mas não esperava menos de Sophie Kinsella.

Poppy Wyatt perdeu o seu anel de noivado, que está na família do noivo há três gerações!  Durante sua despedida de solteira com as suas amigas em um hotel, o anel foi passando de mão em mão até que o alarme de incêndio toca e se torna uma confusão. O anel se perde no meio da confusão, ela fica louca atrás dele e dá o seu número de celular para todo mundo para que entrem em contato caso encontrem o anel, mas para piorar a situação o seu celular é roubado! E ela diz uma das melhores frases do livro: “Meu instinto é mandar uma mensagem de texto para alguém dizendo: ‘Ai, meu Deus, perdi meu celular!’ Mas como posso fazer isso sem um maldito celular?”  Já deu pra perceber que você vai soltar várias gargalhadas durante o livro né?

Sem saber o que fazer ela começa a achar que tudo está perdido até que ela acha um celular na lata de lixo e toma posse dele, afinal, o que está no lixo é de propriedade pública! O aparelho pertencia a ex-assistente do executivo Sam Roxton, que não gosta da ideia de ter o celular com todos os seus contatos e emails na mão de uma desconhecida e exige que Poppy devolva o aparelho, mas como ela não pode perder o número, eles fazem um acordo: que ela encaminhe todos os emails, mensagens e ligações para Sam até que o anel seja encontrado.

Mas a situação complicada de Poppy não termina por aí. Ela tem que lidar com os pais do seu noivo, que são gênios (como toda a família) e que fazem ela se achar inferior por ser fisioterapeuta. E com a sua cerimonialista, que joga na sua cara que o casamento está dando muito trabalho.

Sam no começo se mostra muito fechado, mas as trocas de mensagens deles são ótimas e eu sempre ficava com um sorriso no rosto. Poppy é muito engraçada e só se mete em mais confusão, como ficar bisbilhotando os emails de Sam e querer se meter no meio deles.

O final de chick-lit é previsível, mas as reviravoltas do livro foram ótimas e nada é jogado aleatoriamente. Além de ter SMS (que por si só já é engraçado) há também notas de rodapé, o que eu achei divertidíssimo. Ah, e eu também estou apaixonada pelo sorriso de Sam como a Poppy. Então se você quer um livro engraçado, por favor, leia esse! O livro é tão gostoso de ler que quando vai chegando às últimas páginas você já quer mais!

natalia

Especial Gatsby: The Great Gatsby, o livro!

7 maio

 

degatsby2 { Essa semana é a estreia mundial   (menos no Brasil, hahaha) do novo filme de um dos meus livros preferidos: The Great Gatsby. Pensando nisso, resolvi fazer um especial de posts pra aquecer até a estreia, que é no dia 10. Então fiquem atentos, pois o especial começa hoje e vai até sexta! }

 

Momento fangirl, galera!!! Sim, eu amo The Great Gastby. Tudo começou alguns anos atrás quando eu tinha que escolher um livro pra um trabalho do curso de inglês e escolhi esse por motivos de: anos 20. Li o livro e fiquei surpresa por ser ótimo, visto que é um clássico. Mas The Great Gastby é diferente dos clássicos brasileiros. Nada daquela linguagem antiga e enfadonha que pode te deixar perdido. O livro é muito fácil de ser lido e não é muito grande. Mas vamos à resenha!

No verão de 1922, Nick Carraway arruma um emprego em Nova York e se muda para lá, alugando uma casa em West Egg, na ilha de Long Island. Sua humilde casa fica próxima a mansão de Jay Gastby, um homem misterioso que não socializa muito, mas é conhecido por suas festas extravagantes.

Do outro lado da baía está East Egg, onde Daisy Buchanan e seu marido Tom Buchanan moram, bem de frente pra Gastby. Daisy é prima de Nick e Tom estudou com ele em Yale. Quando eles descobrem que Nick está em West Egg, o convidam para jantar. Na casa dos Buchanan, ele é apresentado a Jordan Baker, uma famosa golfista por quem Nick se interessa.

Tom, sempre teve várias amantes e a mais recente é Myrtle Wilson, mulher do mecânico que cuida dos carros de Tom, George Wilson. Ele nem suspeita que sua mulher está tendo um caso, mas Daisy sabe e fica furiosa quando ela liga pra ele durante o jantar com Nick. Myrtle e Tom levam uma espécie de vida dupla, pois ele comprou um apartamento pra ela em Nova York, onde eles fazem pequenos encontros com amigos. Sim, todo mundo sabe do affair.

Eventualmente, Nick é convidado para uma festa na casa de Gatsby, onde reencontra Jordan. Nick sonda os outros convidados da festa para descobrir algo sobre o anfitrião, mas logo descobre que a maior parte deles não o conhece ou nem mesmo foi convidado. Gatsby permanece um mistério até que Nick começa a conversar com um homem desconhecido que mais tarde revela ser o próprio Gatsby. Os dois gostam um do outro imediatamente.

Nick e Gatsby passam a se ver com frequência e logo se tornam amigos. É assim que Nick descobre o que pode ser o maior segredo de Gastby: ele é apaixonado por Daisy e eles tiveram um romance anos atrás. A casa foi comprada em posição estratégica, para que ele pudesse ver a dela. E ele dá as famosas festas na esperança de que Daisy apareça em alguma delas.

The Great Gatsby é um livro principalmente sobre contrastes, principalmente entre old Money e new Money. Old Money se refere aquelas famílias antigas, que construíram Nova York e são vistas como a realeza americana. New Money se refere aos ‘novos ricos’, ‘emergentes’, que trabalharam pra ganhar seu dinheiro e chegaram à riqueza. Desnecessário dizer que Daisy é representante do Old Money e por isso mesmo seu romance com Gatsby não vingou, visto que na época ele ainda era pobre. Agora, ele faz parte do New Money e ninguém sabe como nem onde ele conseguiu esse dinheiro todo. Tom fica especialmente desconfiado de Gatsby e passa a investigá-lo. Na verdade, essa desconfiança faz parte do preconceito dele para com Gatsby. Ele é desses que acredita que não acredita em trabalho pra ganhar dinheiro, por isso despreza os novos ricos.

E também há o contraste entre East Egg e West Egg. Onde você mora mostra o que você é. East Egg é onde moram as pessoas que sempre tiveram dinheiro. Elas são mais esnobes e metidas do que os emergentes que moram em West Egg. Há muito preconceito por parte de East Egg porque eles não concordam com o comportamento inconsequente dos que moram do outro lado da baía. E os que moram em West Egg só querem ser aceitos pelos outros.

map

Essas duas cidades foram inspiradas em locais reais e com a mesma característica de segregação: Great Neck (West Egg) e Manhasset Neck (East Egg). Fitzgerald morou em Great Neck em 1922 e terminou o livro na França em 1923. Diz a lenda que a inspiração veio das inúmeras festas que Fitzgerald frequentava na região enquanto morou lá.

Outro ponto forte são os personages. Todos com personalidades bem definidas e com um papel decisivo no desenrolar da história. Sem contar alguns de passado duvidoso! Nick é o narrador e é impossível não gostar dele, assim como é difícil não torcer pelo amor de Gatsby e Daisy. Mas pra mim, o melhor do livro é sem sombra de dúvidas os anos 20! Minha década favorita tanto em matéria de lifestyle, moda, arte etc. Só amorrrrr!

E esse é The Great Gatsby! Preferi não contar mais nada porque a partir daí tudo é crucial e eu quero que todo mundo leia o livro! Hahaha. O livro é curto então ainda dá tempo de ler antes do filme. Vamo cair pra dentro, galera!

“Then wear the gold hat, if that will move her;

If you can bounce high, bounce for her too,

Till she cry “Lover, gold-hatted, high-bouncing lover,

I must have you!”

Thomas Parke D’Invilliers

 ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista

30 abr

A_PROBABILIDADE_ESTATISTICA_DO_AMOR_A_PR_1361547047B

 

“No outro lado do oceano, seu pai brinda uma última vez, e a equipe do hotel – todos de luvas brancas – cuida dos talheres de prata para a cerimônia da noite seguinte. Atrás dela, o garoto com a passagem para o assento 18C no voo seguinte para Londres come rosquinha, sem notar os pedacinhos na camisa azul. Hadley fecha os olhos só por um momento. Ao abri-los novamente, o avião não está mais lá. Quem diria que quatro minutos poderiam mudar tudo?” 

 

Se alguém me dissesse que quatro minutos mudariam a minha vida, provavelmente eu começaria a rir. Mas foi isso que aconteceu com Hadley. Por causa de quatro minutos ela perde o seu voo para Londres onde vai assistir o casamento do seu pai. Ela já não estava feliz por ir a esse casamento e agora ainda teria que esperar horas pelo próximo voo. Esse estava se tornando um dos piores momentos da sua vida. Até que ela conhece Oliver (<3), um britânico lindo, fofo e engraçado que faz companhia a ela no aeroporto e durante o voo, no qual eles falam sobre os seus medos e segredos.

Um livro que se passa em 24 horas e me deixou morrendo por mais, estou super apaixonada pelo livro e pelo Oliver. As piadinhas que ele faz sobre o que ele estuda são as melhores e eu sempre ficava com um sorrisinho no rosto com as cenas deles juntos. Antes de ler eu achava que se tratava só sobre uma menina que conhece um menino no aeroporto e que conversam durante o voo, mas é mais do que isso! Trata também sobre as questões familiares que os dois enfrentam e como eles passam por isso.

Queria ler esse livro desde o ano passado, fiquei apaixonada à primeira vista por ele desde que vi a capa americana. Quando soube que ia ser lançado no Brasil fiquei super empolgada e ansiosa para ler, mas quando soube que a capa foi mudada fiquei com bastante raiva, pois não entendia porque a editora queria mudar se a capa americana era tão linda… Mas no final acabei gostando da capa brasileira também. O título pode ser enorme, mas eu adorei!

Veja outras capas desse livro (quero todas):

holanda         americana

italiana

suécia

 

Os direitos de adaptação foram comprados e espero ansiosa pelo filme, apesar de não ter notícias sobre.O livro é muito fofo e dá pra ler em um dia só, porque você não tem vontade de parar de ler. Tinha grandes expectativas e não me decepcionei. Eu acredito em amor à primeira vista, logo, o livro se tornou um dos meus favoritos, mas até você que não acredita, tem uma grande probabilidade de adorar esse livro também!

natalia

Norwegian Wood

20 abr

A resenha de hoje é dupla, porque é sobre um filme que foi baseado num livro, e como eu assisti o filme E li o livro, decidi que seria legal fazer assim. Antes de mais nada, quero avisar que o filme é japonês e que eu vou falar de filmes fora do lugar comum dos blockbusters americanos porque eu amo cinema e tento assistir um pouco de tudo (apesar de ainda não ter perdido meu preconceito com filmes iranianos/iraquianos).

Muita gente tem preconceito com o cinema japonês por achar que só tem filmes de artes marciais estilo Jack Chan e Jet Li ou aqueles do tipo Tigre e o Dragão, que tem saltos impossíveis e golpes que jogam a pessoa do outro lado do mundo. E sim, existem muitos desses. Mas o cinema japonês também tem um lado extremamente sensível que produz filmes de drama poéticos e tocantes. E é assim que Norwegian Wood é.

E quem é fã dos Beatles deve reconhecer o título como uma música deles (e não por acaso). A música é a preferida de uma das personagens e é frequentemente mencionada.

Filme

Eu descobri Norwegian Wood por acaso. Estava assistindo o canal Max pra procurar filmes interessantes pra gravar quando passou o comercial do filme. A cena mostrada era apenas a coisa mais linda do mundo: um casal se encontrando e se separando em meio à neve. Coloquei pra gravar imediatamente e contei os dias pra poder assistir. E bem, eu não me arrependi.

Norwegian Wood é um filme de 2010 escrito e dirigido pelo vietnamita Tran Anh Hung. O personagem principal é Toru Watanabe, um garoto do interior cujos melhores amigos são Kizuki e Naoko, que namoram desde sempre. O mundo deles é interrompido pelo suicídio inesperado de Kizuki em seu aniversário de 17 anos. Assim, Toru muda-se para Tóquio onde começa a cursar a faculdade e não ouve mais de Naoko. Lá, ele estuda Teatro, mesmo sem ter interesse no assunto. Seu amigo e companheiro de noitada é Nagasawa, um estudande mais velho de Relações Internacionais que é um ídolo no campus.

Até que num belo dia, ele encontra Naoko na cidade e os dois tem uma longa caminhada juntos. A partir daí, eles começam a caminhar juntos todos os domingos e eles se tornam mais e mais próximos. No dia do aniversário de 20 anos de Naoko (ela é mais velha que Toru), ele vai a casa dela para comemorar e eles acabam ficando juntos. Porém, no dia seguinte, ela some, deixando apenas uma carta dizendo que foi para um sanatório.

Eventualmente, ele conhece uma menina da faculdade chamada Midori. Ela é extrovertida e desbocada, o oposto de Naoko, que sempre foi tímida e frágil. Eles se tornam amigos apesar de serem muito diferentes e com o passar do tempo, Midori passa a gostar dele, mesmo tendo namorado. Mas Toru ainda ama Naoko. Ao visitá-la no sanatório, seus sentimentos só crescem, mas Naoko parece estar mais frágil do que nunca. Lá, ele conhece Reiko, uma mulher mais velha que é colega de quarto de Naoko.

De volta a Tóquio, Toru não consegue parar de pensar em Naoko, mas ao mesmo tempo, começa a gostar de Midori também. De repente, ele se vê dividido entre duas garotas tão diferentes e não sabe o que fazer.

Não acho que seja prudente contar mais do que isso pra não estragar a história. Tudo o que eu disse aqui está na sinopse e/ou no trailer, então não se preocupem porque não tem spoiler.

Enfim, Norwegian Wood é aquele tipo de filme que além de ter uma história ótima também tem uma fotografia impecável, visualmente lindo. Provavelmente você vai acabar sendo Team Naoko (como eu) ou Team Midori, mas no final, isso realmente não importa porque a questão toda não é com quem ele vai ficar. Na verdade, Naoko representa o passado. O passado que tanto o fez sofrer com a morte do melhor amigo e herói, Kizuki. E Midori é o presente e a esperança de um futuro melhor. É muito mais do que escolher quem vai ser sua namorada. Toru tem que escolher como ele quer levar sua vida dali pra frente. E é assim, aprendendo a lidar com a morte, o amor e a amizade que Toru deixa a adolescência e entra na vida adulta.

Os atores que fazem Toru e Nagasawa são uma gracinha. O que interpreta Toru é muuuito fofo o que só me deixou com mais pena dele por tudo que ele sofreu. E o Nagasawa é MUITO gato. Foram ótimas escolhas porque casaram muito bem com a personalidade dos personagens. Já as atrizes que fizeram Naoko e Midori… Bem, eu não as achei tão bonitas assim, mas elas entraram no papel e convenceram e é isso que importa.

O filme é extremamente delicado, mesmo com uma história tão densa. Mas acho que o diretor não conseguiu passar tudo o que queria, dando a ideia errada do que estava acontecendo, visto que algumas coisas não ficaram claras o suficiente. Porém, eu devo avisar: é tudo muito lento. Pra mim foi ok porque estou acostumada com esse tipo de coisa e estava muito empolgada pra ver o filme, mas muita gente pode desistir na primeira meia hora. Então, se você não gosta ou não está acostumado com isso, pode não gostar do filme.

A trilha sonora do filme foi composta por Jonny Greeenwood, guitarrista do Radiohead. O que eu acho fantástico é que os títulos das músicas são frases do filme! Como por exemplo a “Don’t Read Things That Have Not Had the Baptismo f Time” e “When You Take Me, Take Only Me”. Das 14 músicas presentes, apenas três não foram feitas especialmente para o filme. São músicas da banda Can, lançadas entre 1969 e 1971, mas que mesmo assim tem relação com a história. E Norwegian Wood é tocada no filme por Reiko, pois é a música preferida de Naoko.

Livro

b0ltr0n:HM’s

O livro escrito por Haruki Murakami foi lançado em 1987 e fez um sucesso estrondoso, transformando o escritor em uma celebridade no Japão. Ele foi lançado no Brasil com o mesmo nome (em inglês mesmo) pela Objetiva, mas eu li em inglês. A primeira parte do livro foi inspirada pelo conto Firefly que depois foi incluído na coletânea de contos Blind Willow, Sleeping Woman (que eu estou louca pra ler, diga-se de passagem).

Como eu amei o filme, decidi ler o livro em busca de esclarecimentos para algumas coisas que não foram muito bem explicadas no longa. E foi uma surpresa porque descobri muito mais do que eu esperava. O filme é bem fiel ao livro, ao ponto de ter até frases iguais, mas é claro e evidente que não seria possível incluir TUDO. Assim, personagens e cenas foram cortados e como eu disse acima, algumas coisas ficaram um pouco confusas. Um personagem muito interessante do livro é Storm Trooper (não sei como ficou o nome dele em português), o colega de quarto de Toru, e que aparece brevemente em uma cena do filme, sem nem ser mencionado. Pra quem não leu, passa batido. E algo MUITÍSSIMO importante no livro é a história de como Reiko foi parar no sanatório. Sem ela, uma cena fica totalmente avulsa e pode até ser mal interpretada. E embora eu entenda que nem tudo cabe num filme, acho que foi um erro deixar isso de fora.

Algo muito importante no livro é o movimento estudantil que acontecia em vários lugares do mundo, inclusive Tóquio, na década de 60. Toru não participa disso, mas como acontece em todos os cantos da cidade, até em sua faculdade, ele fica por dentro do assunto. Ele descreve os estudantes como hipócritas e de mente fraca, como se o movimento pra eles fosse apenas um capricho, visto que de uma hora pra outra tudo acabou e eles agiram como se nada tivesse acontecido.

O livro é muito mais profundo e angustiante que o filme. Narrado por Toru, é possível ter acesso a seus sentimentos e sentir junto com ele. Ficar feliz quando algo finalmente dá certo e ficar triste quando tudo vai por água abaixo. A relação dele com Naoko e principalmente com Midori é mais desenvolvida no livro, mas não tão explorada quanto no filme (se é que dá pra entender). O diretor do filme optou por focar a história no triângulo amoroso Naoko-Toru-Midori e por isso tanta coisa foi cortada e a relação deles foi explorada ao máximo. Enquanto no livro, temos mais personagens e cenas só do Toru com o Nagasawa. Mas em compensação, o desenvolvimento emocional dos três é muito maior, tanto que os sentimentos de Toru, que no filme são bem explícitos, chegam a ser questionáveis no livro.

Mas enfim, é por essas e outras que eu acho aconselhável ler o livro e ver o filme pra ter um entendimento completo.

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

Delírio & Pandemônio

18 abr

 

 delirio_pandemonio

 “É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele.” Delírio.

“- Estamos do outro lado da cerca agora, Lena. Não entendeu ainda? Você não pode me dizer o que devo sentir.” Pandemônio. 

Um desabafo primeiro: COMO ESSA AUTORA TEM CORAGEM DE TERMINAR OS LIVROS ASSIM?

No final de Delírio eu estava assim:

tumblr_lysezr7jNk1qf7xoh

E no final de Pandemônio eu estava assim:

tumblr_men8sylD6N1r4hu81

Acho que nem preciso dizer que eu estou morrendo de ansiedade pelo próximo livro né?

Lauren Oliver nos apresenta um mundo em que o amor é uma doença, amor deliria nervosa, e que tem cura! Duvido que quem nunca pensou que seria uma ótima solução depois daquela paixão não correspondida…

Mas nessa sociedade não é só o amor entre homem-mulher, é também o amor entre pais e filhos, entre amigos e não se tem compaixão pelo próximo. A cura é obrigatória a partir dos 18 anos, depois é decidido com quem você vai ser pareado para poder se casar e ter filhos. Uma vida estável e feliz.

Lena tem 17 anos e anseia pela cura. Mora com sua tia, tio e primas. Seu pai morreu quando era pequena, sua mãe se suicidou por causa do descontrole da doença e sua irmã já foi curada e é casada. Pessoas a veem com um olhar diferente, por causa do passado da sua família, mas ela não deseja ser igual a mãe, ela anseia por uma vida tranquila e feliz. Hana, sua melhor amiga, não aceita muito bem as regras do governo. Ela gosta de se divertir, gosta de música e apresenta pra Lena as festas que são proibidas pelo governo.

Faltando poucos meses para a sua cura, Lena conhece Alex através de um incidente que acontece no laboratório no dia da sua entrevista. Alex é perfeito e apresenta um mundo totalmente diferente pra ela. Lena tenta lutar contra isso, mas não consegue. Ela é contaminada pela doença. Alex mostra a Selva a Lena, o lugar fora dos limites do país onde estão os Inválidos (pessoas que tem o amor deliria nervosa) e o governo finge que não existe.

O final do livro é para deixar qualquer um com o coração na mão e desejar o próximo o mais rápido possível! Então quando finalmente consegui comprar Pandemônio eu comecei a ler imediatamente, estava em uma ressaca literária braba, mas esse livro conseguiu me tirar dela com louvor. Se você ainda não leu Pandemônio e não gosta de spoiler, é melhor pular para o penúltimo parágrafo!

Depois de uma tentativa de fuga em que as coisas não saem como o planejado, Lena está na Selva. Sem Alex. Ela não sabe o que aconteceu com ele, se está vivo ou não. Ela foge sem olhar para trás e encontra um grupo de Inválidos que a oferecem abrigo. A autora intercalou os capítulos entre o “antes” e o “agora”. Antes é a Lena tentando sobreviver na Selva, um lugar totalmente diferente que ela estava acostumada e mostra como são as pessoas que querem ser livres e o Agora mostra uma Lena diferente, uma Lena que participa da resistência e que sua função é ficar de olho em Julian, filho do representante da ASD (America Sem Deliria), por causa disso acaba sendo sequestrada junto com Julian.

Simpatizei com Julian, entendo as ações dele, ele é uma gracinha e tal, mas continuo sendo Team Alex. A ÚLTIMA CENA DO LIVRO. MEU. DEUS. Não sei nem descrever o que senti. Não consigo entender como a autora tem a cara de pau de terminar o livro daquela forma.

Acho a história fantástica e virou uma das minhas distopias favoritas. Dá pra se ver claramente a mudança de Lena no segundo livro (ela ficou menos chata também) e adorei os novos personagens. Graúna se tornou uma das minhas personagens favoritas apesar de tudo, a história do porque que ela foi pra Selva é linda e eu quase chorei.

A escrita da Lauren Oliver é muito boa e ágil, ela escreve de uma forma que você não consegue parar de ler porque você quer saber o que acontece em seguida. Ela sempre me surpreende e o segundo livro tem mais ação que o primeiro.

A Fox está produzindo uma série de TV inspirada em Delírio e eu estou torcendo loucamente para que dê certo. Emma Roberts (linda) vai ser Lena Haloway, Daren Kagasoff vai ser Alex (imaginava um Alex super diferente e mais bonito) e Jeanine Mason será a Hana (não entendi a escolha dessa atriz, imaginava uma Hana linda e essa é feia!).

Enquanto a série não estreia e o terceiro livro não tem previsão de lançamento no Brasil, eu fico aqui remoendo esse final e imaginando o que vai acontecer no próximo.

natalia