Archive | março, 2013

Tudo Por Um Pop Star – Musical

31 mar

Esse foi o primeiro livro que li da Thalita Rebouças, tinha uns 10 anos e adorei. Então quando descubro que ia virar uma peça musical, mesmo com 18 anos, surtei e botei na cabeça que ia ver de qualquer forma.

704400_406437919439218_1586004859_o

A história é de três amigas Manu, Gabi e Ritinha que moram em Resende e descobrem que os seus ídolos, a boyband Slavabody Disco Disco Boys (oi? É, é esse o nome mesmo), vão fazer um show no Rio, elas querem mais do que tudo ir vê-los. Então elas pedem ajuda para a prima de Manu, a Babete (que é louca e é minha personagem favorita no livro e na peça), para conseguirem convencer os pais de  deixarem ir pro show. Basicamente é isso.

416684_406437852772558_4907048_o

Jullie, Thais Belchior, Larissa Bougleux e Thati Lopes.

Gente, a peça é muito boa. Sério. Eles adaptaram muito bem e as músicas foram ótimas. Vai de Restart a One Direction e de Barão Vermelho a The Beatles. Os atores são ótimos e eu consegui visualizar cada personagem neles, de verdade.  A direção é de Pedro Vasconcellos e roteiro de Gustavo Reiz. Na hora eles fazem uns improvisos bem legais e fazem contato com a plateia, o que eu achei bem legal.

Tem algumas cenas que se passa no telão, como se fosse um cinema (por exemplo, quando aparece os pais delas), Thalita Rebouças comenta algumas partes e no final ainda conta uma história dela quando era fã do RPM.  Os meninos da banda falam meio americanizados o que é bem engraçadinho e o cara que faz o Davi(melhor amigo da Babete e onde as meninas vão ficar no Rio) é demaaaaais, foi a parte mais engraçada da peça!

286139_406437969439213_683031953_o

Raphael Rossatt, Christian Villegas e Igor Pontes.

Agora, a história de como eu vi a peça hahaha. Consegui ver só na terceira tentativa, na primeira cheguei meia hora atrasada por causa do trânsito, na segunda vez apareceu um compromisso de última hora e não  dava para ir. Insistimos em ir uma terceira vez, mas se não conseguisse dessa vez ia ser a última tentativa também.

Chegamos e a fila estava grande e já era quase a hora do início da peça, estávamos preocupadas em não ter ingresso suficiente, até que vem uma mulher na gente e pergunta se vamos ver a peça, começou a conversar até que chama a minha mãe pra fora da fila porque não pode falar alto o que tem pra dizer, aí não entendi nada e fiquei achando que ia vir treta. Então ela fala pra minha mãe que é mãe de uma das atrizes principais e que tem quatro ingressos sobrando e que queria dar pra gente porque a pessoa pra quem ela reservou não pode ir. Sério!

Então assisti a peça de graça, na primeira fileira (morrendo de medo deles mexerem comigo e acabar chamando pra ir ao palco) e a Babete ainda brinca comigo no meio da peça hahaha. Tive que compartilhar isso, pois foi surreal!

Minha mãe que achava que ia ser bobo, adorou! E eu mais ainda! A peça vai ficar em cartaz até o final de abril então quem tiver a oportunidade de ir, por favor, vá e me conte o que achou!

416630_406439846105692_47540676_o

Facebook

natalia

The Carrie Diaries

28 mar

Depois que Gossip Girl acabou eu fiquei um pouco perdida na vida, afinal, era uma das minhas séries preferidas. Meu coração ficou órfão e eu não sabia o que fazer… Mas aí veio The Carrie Diaries.

Antes de mais nada, quero deixar bem claro que não assisti Sex and the City e não li nenhum dos livros então não estou aqui pra fazer comparações. Só vou falar do que eu vejo na série porquê é tudo que eu conheço.

Antes de começar a assistir eu não levava muita fé na série por se passar nos anos 80. Quem me conhece sabe que eu sou APAIXONADA por filmes dos anos 80. Mas uma série de 2013 se passando naquela década não me encheu os olhos. Ainda assim, resolvi dar uma chance. E não me arrependi. Virou uma das minhas séries preferidas!!!!!

Carrie é uma adolescente de 16 anos que mora em Connecticut. Sua mãe faleceu recentemente e assim, seu pai ficou responsável pela criação das filhas, Carrie e Dorrit, a irmã mais nova. Enquanto Carrie é a certinha, que tenta cuidar de todo mundo, Dorrit é a rebelde sem causa. E o pai delas, que nunca precisou realmente cuidar das meninas, fica perdido com tudo isso que está acontecendo.

Os amigos de Carrie são Walt e Maggie, que são namorados, e Mouse. Logo no primeiro episódio, ela descobre que tanto Maggie quanto Mouse já perderam a virgindade. Até aí tudo bem. O problema é que Carrie ainda é virgem e começa a se sentir mal com isso. And then there’s Sebastian…

Sebastian é o new kid on the block. O aluno novo, extremamente misterioso, rico e gato. Ele e Carrie já se conheciam e fica claro que ela gosta dele. Porém, Donna LaDonna (não existe um nome mais anos 80 do que esse), a it girl da escola, também está de olho nele. Nada que Carrie não possa contornar.

O pai de Carrie oferece um estágio a ela numa firma de advocacia na cidade, New York. Carrie aceita, vendo que essa é sua oportunidade pra deixar pra trás sua cidadezinha. Na cidade, ela conhece Larissa Loughlin, que trabalha na Interview Magazine. Larissa ama a bolsa de Carrie, que ela teve que personalizar depois que Dorrit derramou esmalte em cima. Logo, ela pede a Carrie para usar a bolsa num editorial da revista!!! E assim, como num passe de mágica, a vida da nossa adorável protagonista muda de uma hora pra outra.

O que eu mais gosto na série é que todos os personagens tem sua plot. Eles não estão ali só pra preencher cena. Sebastian é o pobre menino rico (eu sei, é clichê. MAS QUEM NÃO GOSTA DE UM BAD BOY DE CORAÇÃO PARTIDO NUM PORSCHE?); Maggie não consegue ver um futuro pra si mesma, já que os pais só tem dinheiro pra mandar um filho pra faculdade, o queridinho (que não é ela, é claro); Mouse é super estudiosa, pois quer entrar pra Harvard de qualquer jeito e sofre um pouco de pressão dos pais pra ser perfeita o tempo todo.

E TEM O WALT. Ele merece um parágrafo só dele porque eu tenho uma huge crush nele porque ele é meu personagem preferido. O que eu vou dizer aqui não é spoiler, visto que acontece no primeiro episódio e já estava previsto na sinopse da série. Walt tem dúvidas sobre sua opção sexual. Sim, ele namora Maggie há anos, mas cada vez mais percebe que o sexo masculino o atrai. Mas pra mim, é ainda mais do que isso, muito além de sexualidade. Walt não sabe quem ele é e quem ele quer ser, o que é, basicamente, o que todo adolescente passa eventualmente. Also, an episode without Walt is a sad episode. (e a quem interessar possa: eu shippo Walt com todo mundo porquê Walt é Walt)

Mas nem tudo é um mar de rosas. Eu simplesmente não aguento o pai e a irmã da Carrie. É difícil acreditar num cara que deixa toda a criação das filhas a cargo da mulher e assim, não sabe nada sobre elas. E mesmo depois da morte da esposa, parece que ele deixa tudo sob a responsabilidade da Carrie. O cara não tem nem a decência de fazer o jantar de Ação de Graças!!!!! Dorrit não fica muito atrás no quesito chatice. Ela tem muito ciúme da Carrie e se acha A rebelde da casa quando não passa de uma menina mimada fazendo pirraça. Massss, depois do episódio 10, passei a simpatizar um pouquinho com ela (sim, por causa da cena na loja de discos, vocês sabem do que eu tô falando).

E a única crítica que eu tenho a fazer é sobre os figurinos. Depois de assistir 1038048084 filmes da década de 80, eu sei como as pessoas se vestiam. E não é como elas se vestem na série. As roupas que eles usam na escola são as mesmas que nós usamos hoje em dia e não porquê a moda vem e volta. Mas sim porque SÃO as nossas roupas. I mean, ninguém usava calça de cintura baixa nos anos 80 e em Carrie, eles usam. As roupas na cidade estão mais dentro da realidade da época, mas pra mim, ainda não é o suficiente. POR FAVOR, ME CHAMEM PRA FAZER ESSE FIGURINO!!!!!!!!

E agora, vamos ao que dói no coração: Carrie pode ser cancelada (IT’S LIKE JANE BY DESIGN ALL OVER AGAIN, I CAN’T TAKE IT). A audiência não é das melhores desde que a série estreou e só vem caindo a cada episódio. A primeira temporada vai até o episódio 13 e até agora foram exibidos 11 episódios, o que significa que ainda temos mais dois pra nos dar esperança. EU NEM CONSIGO IMAGINAR O QUE VAI SER DE MIM SEM ESSA SÉRIE, PLEASE, GOD, HAVE MERCY.

The Carrie Diaries é uma série sobre adolescência, amizade, amor e família. Mas acima de tudo, é sobre achar o seu lugar no mundo. Se você se identifica com esses temas, Carrie é um must see!

 

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

Pinky Wednesday: Meg Cabot

27 mar

meg cabot

 

 

Então, toda quarta-feira vamos apresentar uma lista, a Pinky Wednesday, sobre qualquer coisa e falar um pouco sobre. Hoje apresento um pouco sobre Meg Cabot ou também conhecida como Patrícia Cabot e Jenny Carroll. Uma das minhas autoras favoritas, tenho quase todos os seus livros e sempre surto quando lança um novo.

 

Meggin Patricia Cabot é autora de mais de 60 livros e o seu maior bestseller é a série de dez livros O Diário da Princesa. Nasceu em 1º de fevereiro de 1967 e cresceu em Bloomington, Indiana. Quando jovem, Meg adorava ler Jane Austen, Judy Blume e Barbara Cartland. Com o seu diploma de graduação em Artes da Universidade de Indiana, Meg se mudou para NY com a intenção de trabalhar como ilustradora, mas logo cedeu a sua verdadeira paixão: a composição literária. Então abandonou sua ocupação de ilustradora e passou por vários trabalhos para poder pagar o aluguel, como ser assistente administrativa em um alojamento na Universidade de NY (onde a inspirou a escrever a série Heather Wells).

Escrevia sempre que tinha oportunidade, seu primeiro livro publicado foi A Rosa do Inverno, esse e seus outros romances históricos foram escritos com o pseudônimo Patrícia Cabot. Publicou livros como a série A Mediadora com o pseudônimo Jenny Carroll. O motivo de tantos nomes é que no inicio ela publicava em três editoras, mas agora todos os seus livros levam o seu nome verdadeiro. A sua série mais famosa O Diário da Princesa foi escrita como se fosse uma auto biografia afinal sua mãe se casou com seu professor de álgebra e seu pai morreu de câncer. Ela escreveu também como Mia Thermopolis o romance Liberte Meu Coração.

Mora em Key West e é casada com Benjamin D. Egnatz. O casamento ocorreu em uma fuga para Itália e o livro Todo Garoto Tem é inspirado vagamente nessa história. A tão famosa gata Henrietta de um olho só em que sempre é citada nos seus livros morreu em janeiro com 20 anos.

Como todos sabem O Diário da Princesa e Avalon High foram feitos pela Disney, A Garota Americana e a série A Mediadora também foram vendidos para lá, mas não se tem notícia sobre. Outros livros também já foram vendidos para serem adaptados como série ou filme, mas até agora nada! Espero que não demore a sair e que sejam bem feitos (o que não aconteceu com Avalon High).

Difícil escolher ainda mais que Meg faz personagens masculinos apaixonantes, mas aqui vai os três melhores livros/séries na minha opinião e da Mariana:

Top 3 – Natália

O Diário da Princesa

Primeiro livro que li dela e me apaixonei. Lembro que tinha 10 anos e relia o livro toda hora e queria mais, então quando descobri que tinha continuação eu surtei! Adorei o final da série, mas não me importaria de ter mais algum livro. E gente, o Michael? Muito amor.

michael

 

 

 

 

 

Trilogia Boy

Adoro livros com emails, mensagens e essas coisas. Quando li O Garoto da Casa ao Lado, eu amei (Mariana não gostou, até hoje não entendo). Depois ganhei de aniversário Todo Garoto Tem e adorei também, como não adorar o Cal? O que menos gostei foi o Garoto Encontra Garota, mas como sempre o mocinho é um lindo. Achei o máximo a ligação de um livro com o outro, porque assim a gente fica sabendo o que aconteceu com os personagens do outro livro. Só depois de muito tempo que descobri que era uma série. No site da Meg está dizendo que ela tem ideia para mais um livro desse formato, espero que saia mesmo!

A Garota Americana e Quase Pronta

David, apenas. Isso que eu tenho a declarar sobre esses livros (e que David é melhor que Tommy Sullivan).

Top3 – Mariana

Série Cabeça de Vento

Emerson Watts é a típica nerd rejeitada por quase todos na escola. Quase porque pelo menos uma pessoa gosta dela: Christopher, seu melhor amigo e por quem tem uma queda, apesar de ele não desconfiar. Até que num belo dia, ao levar sua irmã mais nova ao shopping para ver a modelo Nikki Howard, Em sofre um acidente e tem seu cérebro transplantado no corpo de Nikki. A partir daí, ela tem que aprender a conviver com a carreira de modelo, algo que ela sempre detestou. Essa é uma das minhas séries favoritas da Meg. É tudo muito engraçado e todos os personagens (pfvr Lulu!!!!!) são ótimos. Os livros vão numa crescente até o último, o qual muita gente não gostou por achar que faltou mais ação, mas que pra mim foi ótimo por conta de todo o desenvolvimento romântico dos personagens. É a mistura certa de ficção científica com YA.

Avalon High

Quando Elaine Harrison se muda para Washington, ela não leva muita fé de que aquela é uma boa ideia. A escola, Avalon High, tem os mesmos tipos de sempre: os atletas, líderes de torcida, nerds etc. Mas um deles a surpreende: Will. Além de lindo, é atleta, presidente da turma e um doce de pessoa. E então, Ellie começa a notar algumas semelhanças entre a população da escola e a população de Camelot. Sim, a cidade do Rei Arthur. Acho que Avalon High é um dos livros menos lidos da Meg, o que é uma pena, pois é um dos melhores. É muito interessante ver como a Meg conseguiu retratar a lenda do Rei Arthur nos dias de hoje e inserindo uma personagem que eu, pelo menos, não conhecia: a senhora de Shalott.

Pegando Fogo

Katie mente. E muito. Ela namora o cara mais gato da escola, mas pega o astro do grupo de teatro escondida. Ela está concorrendo a Princesa Quahog, um marisco típico de sua cidade que todos amam, mas não gosta de quahog. E o mais importante: ela sabe a verdade sobre a saída de Tommy Sullivan, seu antigo melhor amigo, da cidade anos atrás. Mas agora, Tommy está de volta e Katie se convenceu de que ele quer vingança. Mas ela vai fazer de tudo pra que ele não arruíne a vida perfeita que ela conseguiu construir nos anos em que ele esteve fora. EU DEIXEI O MELHOR PRO FINAL: ESSE É MEU LIVRO PREFERIDO DA MEG!!!!! Ele é maravilhoso por motivos de: Tommy Sullivan. O cara é alto, sarado, tem olhos que mudam de cor eeeeeee É RUIVO. Além de ser todo faceirinho. Eu e Natália temos uma rixa por causa disso porque ela acha que o David de Garota Americana é o melhor e eu acho que é o Tommy. É CLARO QUE EU GANHO NÉ.

Leiam os livros e tirem suas próprias conclusões.

natalia

Site oficial: http://www.megcabot.com/

Músicas da Disney que você nunca ouviu

26 mar

O processo de criação de um filme é complicado, até mesmo o de um filme de animação. A equipe tem que criar baseando-se no roteiro, e como a animação não envolve pessoas de verdade, muita coisa pode ser cortada, até mesmo os personagens!

A Disney é um dos maiores estúdios de animação do mundo todo e produziu filmes clássicos que são amados por inúmeras gerações. E como não podia deixar de ser, esses filmes foram muito recortados até chegarem ao que a gente conhece. Aqui vocês vão ver algumas músicas (e até mesmo personagens) que não foram incluídos nos filmes de fato.

Algumas músicas provavelmente foram cortadas logo no tratamento inicial, por isso estão em storyboard. E as que nem chegaram a essa fase não tem nem storyboard. E todas são em inglês. Mas se você é mega fã da Disney, isso não vai ser problema!

Aladdin

Aladdin foi um dos filmes mais picotados everrrr. Personagens, músicas e até partes da história em si foram retiradas do filme. Algumas das músicas descartadas eventualmente apareceram em edições especiais dos DVDs e até mesmo nos CDs da trilha sonora do filme.

Proud of Your Boy – Sim, Aladdin tinha mãe. E ela foi cortada porque os produtores achavam-na supérflua demais. Porém, o compositor Howard Ashman gostava muito da personagem e escreveu essa música em que o Aladdin promete a ela que ele ainda vai ser motivo de orgulho (todas chora). EU NEM ACREDITO QUE ESSA MÚSICA E A MÃE DO ALI FORAM CORTADAS. Enfim, a música só começa em 1:45, antes tem uma pequena introdução da equipe.

 

Humiliate the Boy – Há pelo menos dois motivos para essa música não ter sido incluída no filme. O primeiro é a mudança na história: no começo, o Gênio não tinha uma quantidade limitada de desejos, ele podia conceder quantos a pessoa pedisse, como se pode ver nessa música. Logo, quando isso mudou para apenas 3 desejos, a música não fazia mais sentido. E o segundo motivo não é tão concreto assim: a música é um tanto sombria se comparada ao resto do filme (e eu não concordo, mas enfim, quem sou eu?).

Mulan

Keep ‘Em Guessing – SIM, O MUSHU TINHA UMA MÚSICA. I CAN’T EVEN!!!!!!!

O Rei Leão

To Be King – Não há uma resposta certa do porquê essa música não entrou pro filme, mas acho que fica bem claro quando se compara o temperamento do Mufasa e do Zazu nessa música com o do filme em si.

Pocahontas

Dancing to the Wedding Drum – No começo, Kocoum era um tanto quanto extrovertido. Depois, quando decidiram que ele ia fazer o tipo rabugento, essa música perdeu o sentido.

 

Essas foram só algumas das músicas que eu achei, basicamente as que eu mais gostei. Se vocês procurarem no Youtube, vão achar cenas e músicas deletadas e versões alternativas também. Tem muito material pra deixar os fãs soterrados, haha

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

A Lista Negra

22 mar

A Lista Negra

 

“Isso era apenas outra coisa que Nick tinha roubado de mim, de todos nós, naquele dia. Ele não roubou apenas a nossa inocência e sensação de bem-estar. Ele também conseguiu roubar nossas memórias.”

Sabe aquele livro que você quer que todos leiam pra poder refletir sobre a vida? Esse é um deles! Trata o bullying de uma forma muito delicada e real.

Valerie tem o seu namorado fazendo um atentado na escola. Isso mesmo. E pior, ele matou a maioria das pessoas que estavam na lista negra, uma seleção de pessoas que eles odiavam. Valeria salva uma menina que ela odeia e acaba sendo atingida por um tiro, Nick vendo isso se suicida na frente dela. Agora, ela tem que voltar pro ensino médio e aguentar as consequências das ações de Nick.

A todo o momento Valerie tem uma mistura de emoções. Ela não consegue conciliar o namorado atencioso com a pessoa que atirou na escola. Ela não sabe se deve amar ou odiar Nick como todo mundo.  Em alguns momentos, ela não sabe se sente agradecida por isso, afinal não era isso que queria? Quem nunca desejou o mal para uma pessoa que te irrita ou que te humilha? Quem nunca comentou com alguém que não aguenta mais ver a cara de tal pessoa? Valerie faz isso, mas não esperava que acontecesse de verdade. Ela pensa em Nick como o namorado amoroso que sempre a escutava e que tinham tanto em comum, ela não conseguia perceber os sinais que ele dava ou que fosse capaz de fazer isso de verdade.

O que achei bem legal no livro é que mostra de forma bem real o tratamento dos pais e amigos com ela e o interessante é que a autora deixa você decidir se Valerie é culpada ou não. Ela estava certa em produzir uma lista com pessoas que ela odiava? Como ela não percebeu o que Nick planejava?

Além de viver com a culpa de ter contribuído pra isso, Valerie tem que viver com as acusações das pessoas. Seus amigos não querem ser vistos com ela, o casamento dos seus pais não é mais o mesmo depois do que aconteceu e ela ainda tenta entender o porquê de Nick ter feito isso.

O livro faz você pensar nas atitudes que você tem com as pessoas e as consequências que pode ocorrer com qualquer ação ou comentário em que pode machucar.

É o livro de estreia de Jennifer Brown e o único lançado no Brasil, mas quando lançar outros pode ter certeza que vou ler!  Achei essa capa maravilhosa.

Se tornou um dos meus livros favoritos e realmente mexeu comigo. Li em dois dias (o que para mim é muito rápido) chorei em algumas partes e fiquei pensando sobre o livro durante semanas. Li o livro faz alguns meses e sempre que penso nele as emoções que senti enquanto lia vem da mesma forma. Recomendo o livro a todos!

Site oficial: http://www.jenniferbrownya.com/

natalia

We’ll Take Manhattan

20 mar

tumblr_mdvj9z0yeW1ql4wklo1_250

“In 1962 no one had heard of The Beatles. No one expected to be famous who was not born rich or titled. And there was no such thing as youth culture.” 

É com essas palavras que começa We’ll Take Manhattan. O filme se passa na Londres do começo da década de 1960, onde o jovem fotógrafo David Bailey decide deixar o estúdio de John French, no qual era assistente, para começar a tirar suas próprias fotos e fazer as coisas do seu jeito. Ele passou a trabalhar no John Cole’s Studio Five, onde começou a definir seu estilo.

Algum tempo depois, Bailey é contatado por um editor da Vogue que quer contratá-lo. A princípio, ele não aceita (E AINDA DIZ QUE NINGUÉM LÊ VOGUE!!!!! GENTE, PFVR, MORRI OU MORRI?), alegando que o cachê é muito baixo. Ao desligar o telefone, Jean Shrimpton aparece e Bailey troca algumas palavras com ela. Mal sabia ele que ela se tornaria sua musa. Mais um telefonema, um aumento no cachê e Bailey era da Vogue.

Bailey se lembrou de Jean e trabalhou com ela em um editorial de noivas. Eventualmente, eles viraram amantes. Sim, amantes, pois Bailey era casado. Depois de levá-lo para passar a noite no celeiro de sua casa (aka fazenda), Jean é expulsa de casa pelo pai e vai morar com Bailey. Logo depois, ele é convidado para participar de um novo projeto da Vogue.

Young Idea Goes West era sobre os jovens. A revista percebeu que o público jovem queria algo diferente, que tivesse a sua cara e, portanto, precisava de um fotógrafo jovem para fazer algo a altura. As fotos seriam feitas em Nova York com a supervisão de Lady Clare Rendlesham, a editora de moda. Bailey disse que toparia se Jean fosse a modelo. Houve protestos por parte da staff da Vogue que achava que Jean não condizia com a imagem da revista e não era adequada para modelar. Mas Bailey bateu o pé e conseguiu convencê-los. Próxima parada: NEW YORK, NEW YOOOOOOOORK.

Na cidade que nunca dorme, Bailey e Lady Clare bateram de frente. Ele queria tirar fotos inovadoras e ela queria fotos conservadoras. Ele estava cansado da fotografia de moda época: modelos em poses rígidas e impossíveis, sempre com o nariz em pé e em cenários bonitos e impecáveis. Enfim, fotos pouco realistas que só representavam o mundo da moda do jeito que era: extremamente esnobe e aristocrático.

Bailey queria mais. Fotos que mostrassem a realidade: cenários cotidianos, como a rua, mesmo que transeuntes estivessem passando no momento da foto; modelos à vontade, em poses pouco calculadas, modelos que não precisavam ser filhas de alguém importante pra fazer sucesso; enquadramento não tão certinho etc. Até o seu equipamento era diferente: uma câmera de turista, como bem disse Lady Clare, ao invés de uma câmera profissional. Bailey queria mudança. Bailey queria quebrar a tradição. E ele conseguiu.

Aquele editorial, pelo qual Lady Clare se descabelou achando que era errado, vulgar e até mesmo feio, se tornou um marco e mudou a fotografia de moda e o comportamento dos jovens para sempre. Nas fotos, Jean usava alta costura nas ruas, como que para provar a democratização da moda. A partir de então, as fotos ficaram menos controladas e mais espontâneas. A moda se livrou das amarras da aristocracia, deixando de ser para os poucos bem nascidos e passando a fazer parte da vida de todos os que quisessem fazer parte dela, independente de classe social. É engraçado pensar que sim, a moda ainda é pouco democrática nos dias de hoje. Mas quando se vê como era antes e se compara com a atualidade, a diferença é gritante.

Aneurin Barnard, que interpretou Bailey, fez um ótimo trabalho como o fotógrafo de sotaque cockney (um sotaque inglês taxado das classes mais pobres de Londres) que revolucionou toda uma indústria com seu jeito atrevido e agressivo antes de existir a contracultura e antes do jovem ser valorizado e ouvido. Ele convenceu tanto que você simplesmente acha que ele é daquele jeito na vida real (e talvez seja, who knows). Ele tinha 24 anos quando fez o filme (mesma idade de Bailey em 1962) e tem a mesma altura de Bailey. E até o filho mais novo do fotógrafo teve que admitir que Aneurin ficou idêntico a seu pai nos áureos tempos. E vamos apenas relevar que o nome dele parece aneurisma e focar no que importa: o cara é gato.

Eu comecei a assistir o filme só porque era sobre moda, sem saber nada a respeito. E aí BOOM! Karen Gillan happened. Jean foi interpretada por ela (sim, a Amy Pond de Doctor Who). Ela teve que usar uma peruca simplesmente pavorosa. Não que fosse feia, mas era meio dura e era perceptível que não era cabelo de verdade. Karen também não é muito parecida com a Jean de verdade, mas who cares quando se é linda e ruiva? O que deve se ter em mente é que ela interpretou uma das pessoas mais icônicas de um dos períodos mais icônicos de todos os tempos, os anos 60. A pressão de viver a primeira supermodelo ever (e você aí achando que a primeira tinha sido a Twiggy) deve ter sido enorme e acho que ela deu o seu melhor dentro das circunstâncias. E o mais importante: ela ficou bem nas fotos.

O mais interessante desse filme é conhecer as mudanças, o quanto teve que ser batalhado pra chegarmos onde estamos hoje. De uma fotografia totalmente ensaiada e polida pra outra espontânea e livre. Sim, ainda temos que caminhar muito pra uma moda mais acessível, mas é bom saber que se pelo menos uma pessoa quiser mudar, tudo é possível. Então, se você gosta de moda, fotografia e rebeldia (ou se você só quer ver o Aneurin de tight jeans e leather jacket), We’ll Take Manhattan é o filme perfeito!

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

The Lizzie Bennet Diaries

18 mar

my name is

Essa web série americana é uma adaptação do livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen em forma de vlog. Foi criado por Hank Green (sim, o irmão do John Green!) e Bernie Sue. E de onde essa ideia veio? Hank teve a ideia de adaptar um romance em um vídeo blog e como Orgulho e Preconceito é o livro favorito de Hank e de sua mulher Katherine, uma coisa levou a outra…

E na minha opinião, deu certo! Consigo visualizar perfeitamente os personagens de Jane assim no século XXI, principalmente a Lydia (que é interpretada pela ótima Mary Kate Wiles, sim a mesma da paródia de Game of Thrones!).

lydia1 lydia3 lydia4

Como no livro, a mãe de Lizzie é muito ansiosa para casar suas filhas com homens ricos. Então, Lizzie (Ashley Clements) usa os vídeos para contar o que acontece na sua vida, na vida amorosa de Jane (Laura Spencer), que conhece o rico estudante de medicina Bing Lee (Christopher Sean) que se mudou para a vizinhança e sobre Darcy (Daniel Gordh), melhor amigo de Bing Lee. Tem a presença recorrente de Lydia (a irmã mais nova), Charlotte (Julia Cho – a melhor amiga) e Caroline (Jade Jessica Andres – irmã de Bing Lee)

A estreia no Youtube foi em 9 de abril de 2012, no momento tem 95 episódios com média de quatro minutos. Super rápido de assistir! Aqui tem o primeiro episódio:

 

Conheci faz pouco tempo e adorei! Mostra de forma engraçada e moderna o que acontece com esses personagens maravilhosos. E uma coisa muito legal é que você pode acompanhá-los como se fossem pessoas reais através do Twitter, Facebook e Tumblr. Para fãs do livro, como eu, está mais do que recomendado!

Site oficial: http://www.lizziebennet.com/

lydia5

natalia

Birdy

17 mar

Acho que a essa altura todo mundo já conhece a Birdy. Os fãs de Jogos Vorazes devem conhecê-la da trilha sonora do filme, da qual ela faz parte com a música Just a Game. Mas caso você ainda  não tenha ouvido falar dela, aqui vai o que  precisa saber.

Jasmine van den Bogaerde, mais conhecida como Birdy, nasceu em 15 de Maio de 1996, portanto, ainda tem 16 aninhos. Tá na flor da idade. O apelido foi dado pelos pais quando ainda era bebê porquê ela abria a boca igual a um passarinho quando era alimentada. Enfim, né…

Ela aprendeu a tocar piano aos sete anos e começou a compor músicas aos oito (enquanto nós, reles mortais, brincávamos de boneca e essas coisas). Aos doze anos, ganhou o concurso Open Mic UK tanto na categoria abaixo de dezoito anos quanto o prêmio geral. Pra isso, sambou na cara de 10,000 competidores. Por aí já dá pra perceber o talento da menina.

 

Em 2011, aos catorze anos, Birdy lançou seu primeiro single, um cover da música Skinny Love, de Bon Iver. Apenas assistam ao clipe e vejam o que essa menina já fazia aos catorze anos. No mesmo ano, ela lançou o álbum, intitulado Birdy, onde a maioria das músicas são covers com arranjos musicais diferentes.

Sim, são covers, mas se não fossem tão bons, não mereceriam ser lançados num álbum, certo? A questão é que a querida Birdy canta muitíssimo bem (felizmente, por que imagina desperdiçar uma voz dessas????), mas vai além. Ela tem uma interpretação única das músicas, bem diferente das interpretações originais. Tudo isso com um sotaque britânico lindo, que eu amo, tu amas, todos amam etc. Ela escolheu o que queria cantar, por isso, pressuponho que ela tem toda uma história com cada música. Aliado a isso, está o piano que ela toca em quase todas (ou todas?) e dá um toque especial às versões.

A única música original é Without a Word, que foi escrita por ela. Pra mim, essa não fica atrás das outras tanto no quesito letra quanto instrumental. Eu, por exemplo, sempre canto “teeeeeeeeell me that you don’t careeeeeeee” a plenos pulmões. Eu simplesmente não consigo escolher minha música preferida, porque todas são lindas e cada uma tem alguma coisinha que me faz amá-la de um jeito especial. Mas Skinny Love foi a primeira que conheci, então sempre vai ter uma portinha no meu coração.

 

Os clipes também são ótimos. Ela tem clipes melhores do que os de muita gente grande por aí. Lindos, melancólicos e com ótima fotografia e edição. Eu acho que os de Skinny Love e Shelter são meio parecidos, até. Tem essa vibe de casa abandonada, floresta inóspita e tal. Acho que os produtores pensaram que em time que tá ganhando não se mexe. E convenhamos, deu certo. Eles podem até ser semelhantes, but it’s ok porque ambos são ótimos.

Diz a lenda que ela vai lançar um álbum com músicas originais, mas eu ouvi isso em 2011 e já estamos em 2013 e até hoje nada foi feito. E enquanto isso, só observo.

ywybv8ilgg1y5hfv9ks9

E com vocês, as blogueiras mais lindas e descoladas do mundo!

15 mar

O blog

Duas amigas que têm muito em comum resolveram que não era suficiente discutir entre si. Era preciso compartilhar com o mundo. Assim, nasceu o Nas Quartas Usamos Rosa, inspirado na icônica frase de um dos melhores filmes ever, Meninas Malvadas.

pink34

Um blog que vai falar de tudo um pouco e um pouco de tudo. Coisas do tipo filmes e séries que você tem que ver, livros que você tem que ler e músicas que você tem que ouvir. A página do Facebook ainda não está pronta, mas assim que estiver, postaremos o link por aqui e colocaremos a caixinha ao lado para vocês curtirem, compartilharem etc. Enquanto isso, sigam o twitter do blog @usamosrosa !

 

As autoras

Nós nos conhecemos na terceira série em 2003. Sempre emprestamos livros, filmes e séries uma pra outra e assim viramos cultas amigas. Ambas postaremos sobre tudo, não tem uma área determinada pra cada uma. E pode ser que façamos posts conjuntos quando ambas quisermos falar da mesma coisa.

Quem somos nós? That’s a secret we’ll never tell.

 

Mariana

Meu nome é Branca de Neve, mas faço cosplay de Mariana Marins, pois meus fãs são muito loucos e não me deixam em paz. Faço faculdade de Artes Visuais, mas pretendo trabalhar com moda. Gosto de ler desde criança e meu gênero preferido é o YA. Cinema é uma coisa mais recente na minha vida, embora eu sempre tenha gostado de filmes. Meu gênero preferido é o drama, mas assisto de tudo um pouco e adoro filmes antigos e filmes franceses! Comecei a ver séries de verdade, acompanhando toda semana e essas coisas, em 2004, quando comecei a gostar de The O.C que é minha série preferida até hoje. Vocês vão me amar, pois sou linda e simpática, bjs.

Natália

Meu nome é Natália Araujo. Pretendo ser uma futura biblioteconomista, pois adoro estar entre os livros. Gosto de ler desde que me entendo por gente, leio de tudo um pouco (de gibi a biografia) menos autoajuda (mas sempre ganho livros desse gênero, whyyyyyyyyy). No momento estou preferindo ver séries a filmes, mas sou apaixonada pelos dois! Primeira série que comprei e acompanhei de verdade foi Gossip Girl em 2008 e é até hoje uma das minhas preferidas. Assisto muitos filmes por causa de ator/atriz, não tenho gênero preferido, mas não assisto terror. Adoro qualquer coisa com sotaque britânico. Não consigo viver sem música. Sou um amor de pessoa(é a mais pura verdade).